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10 erros comuns na língua portuguesa

Por ser uma língua muito rica e de estrutura gramatical complexa, a língua portuguesa é conhecida por não ser um idioma fácil. Devido à sua complexidade, é também considerada um pouco traiçoeira, levando a que, quem a fala e escreve, cometa alguns erros comuns.
Com a facilidade a que acedemos à comunicação, torna-se mais frequente encontrar estes erros mais vulgares. Pode-se até considerar que há erros que invadiram a escrita online, os discursos políticos e até a imprensa escrita. No entanto, não podemos esquecer que a língua portuguesa é a essência de uma cultura, algo que devemos preservar e respeitar. É por este motivo que se torna tão importante saber quais os erros mais comuns, de forma a não os voltar a cometer e alertar quem os pratica.

1. Havia ou haviam?

A conjugação do verbo “haver” não tem plural! Quando nos referimos a várias pessoas, a conjugação faz-se da mesma forma que no singular, porque se trata de um verbo impessoal. Ou seja: não podemos dizer “haviam muitos livros na estante” mas sim “havia muitos livros na estante”.

2. Onde e aonde

Onde” é o lugar em que me situo, “aonde” significa “para onde”. Qualquer troca nestas palavras é erro vulgar. Muitas vezes, lemos ou ouvimos este erro: “não sei aonde deixei a carteira”. Errado! Não faz sentido dizer “para onde deixei a carteira”, portanto deve dizer-se “onde deixei a carteira”. Pelo contrário é mais correto perguntar “Aonde vais?” do que “Onde vais?”.

3. Dispensa e despensa

A “dispensa” é o término de uma obrigação ou de uma atividade por vontade de alguém. É o final de uma situação, quando alguém é dispensado de algo. Completamente diferente é a “despensa”, que temos em casa como um lugar de arrumações. Colocam-se os apetrechos de limpeza na “despensa” mas “dispensa-se” o ar condicionado se não estiver calor, da mesma forma que se dispensam erros de português como este…

4. Aja e haja

Aja com prudência para que haja sempre saúde”. É comum este erro: esquecer o “h” do verbo haver ou colocá-lo no verbo agir. Este verbo conjuga-se sem h: eu ajo, tu ages, etc. Pelo contrário, em todos os tempos e pessoas, o verbo haver pede sempre o “h”.

5. Copo com água ou copo de água?

Não se pede um “copo com água” mas sim um “copo de água”. Este erro é muito comum porque muitas pessoas encaram a preposição “de” como se ela apenas designasse o material com que é feito o copo. Não! A preposição “de” indica, neste caso, o conteúdo do copo. Assim, devemos pedir “um copo de água”, uma “caneca de cerveja” ou um “camião de laranjas”.

6. O “Z” e o “S”

 Um dos erros mais comuns e ao mesmo tempo mais difíceis de evitar, é aquele que tem a ver com o emprego das palavras com o som “z” que, muitas vezes, é representado pela letra “s”. No entanto, há uma regra muito simples: entre vogais, o “s” lê-se com o som “z”. Assim, deve escrever-se paralisado, alisado, analisado, etc. No entanto, o grande problema está nas exceções à regra. É que “analisamos” algo mas depois “sintetizamos” as conclusões. Da mesma forma que “finalizamos” as tarefas. É por isso que a língua portuguesa é tão traiçoeira…

7. Consoante muda

Enquanto o acordo ortográfico não penetra em profundidade nos nossos hábitos vamos continuar a cair em armadilhas como a do uso da consoante muda. De facto, temos de nos convencer que já não se fazem actas nem se fazem boas acções. Fazem-se boas ações e redigem-se atas. Pelo contrário, continua a haver factos e pactos para registar nessas atas. Confuso? Não! Simplesmente, deixa de se escrever a consoante muda apenas quando ela não é pronunciada.

8. 1 kilo ou 1 quilo?

 O kilo não é uma unidade de peso! Simplesmente, não há kilos, mas sim quilos. A confusão tem uma explicação muito simples: é devida ao facto de o quilo ser uma condensação de quilograma, que se abrevia em “kg”. Portanto, não podemos comprar um kilo de batatas, mas sim um quilo.

9. Germinadas e geminadas

As casas não germinam porque não são vegetais. As casas podem ser geminadas mas nunca germinadas. Este erro, até algo cómico, deriva apenas da confusão fonética.

10. Padrasto ou padastro?

O marido da mãe em segundas núpcias não é o “padastro” mas sim o “padrasto”. As palavras são tão idênticas que na maior parte dos casos nem detetamos o erro. No entanto, a palavra “padastro”, simplesmente, não existe. A palavra certa –“padrasto” – deriva de “padre” que, por sua vez, derivou de “pater” que significa “pai”, em latim. 

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Comentários

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Retrato de jamilton de oliveira santos

Excelente artigo, visto que, muita gente se atrapalha com a lingua Portuguesa.

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