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AUTISMO

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zenir Izaguirre
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AUTISMO

INTRODUÇÃO

Para melhor entendimento sobre o trabalho a ser desenvolvido será necessário um breve histórico com definição do termo ‘’Autismo’’. O autismo é definido pelos estudiosos como uma disfunção global do desenvolvimento, essa alteração afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, e sua socialização, ou seja, estabelecer relacionamentos que envolvam comportamentos como, por exemplo: responder apropriadamente ao meio que está inserido seguindo as normas estabelecidas.
A Síndrome aqui a ser estudada trata-se de uma desordem que faz parte de um grupo de síndromes chamado Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), também conhecido como Transtorno Invasivo do Desenvolvimento (TID). Mais recentemente foi estabelecido novo conceito do termo como Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra Especificação.

BREVE HISTÓRICO SOBRE O ESTUDO DO AUTISMO

Na atualidade em que estamos vivendo o que se mais se comenta é de pessoas Portadoras de Necessidades Especiais, Inclusão Escolar. Portanto, o Referencial Teórico aqui apresentado tem por objetivo abordar essas preocupações que afligem a sociedade. Para tanto, antes de começarmos esse estudo precisamos partir do início, ou seja, direcionar esse estudo para um desses ditos ‘’problemas’’ que estão definidos como, Necessidade Especial optou por fazer um breve estudo sobre o Autismo, mas primeiramente devemos traçar seu histórico para um melhor entendimento.
A palavra autismo foi introduzida na psiquiatria em 1906 por Plouller, sendo definida como sinal clínico de isolamento, encenado pela repetição da auto referência. Mas, no ano de 1943 a palavra autismo foi redefinida por Kanner como distúrbio autístico do contato afetivo, descrevendo essa síndrome como um sinal clínico de isolamento, isso foi possível observando um grupo de crianças com idades variadas entre 4 meses, 2 a 11 anos, foram relatados então, as seguintes características, que foi observado no quadro clínico que serviu de justificativa para determinar como sendo a determinação de um transtorno do desenvolvimento.
Foram observadas as seguintes características: Extrema dificuldade para estabelecer vínculos com pessoas ou situações; Ausência de linguagem ou incapacidade no uso significativo da linguagem; Boa memória mecânica; Repetição de pronomes sem reversão; Recusa de comida; Reação de horror a ruídos fortes e movimentos bruscos; Repetição de atitudes; Manipulação de objetos, do tipo incorporação; Físico normal; Família normal.
No ano de 1956, foram de fato identificados os sinais básicos do quadro: o isolamento e a imutabilidade confirma a natureza inata do distúrbio. O quadro do autismo passou, desde então, a ser referido por diferentes denominações, tendo sido descrito por diferentes sinais e sintomas dependendo da classificação diagnóstica adotada a partir dos dois sinais básicos estabelecidos por Kanner.
Certos adultos com autismo são capazes de ter sucesso na carreira profissional. Porém, os problemas de comunicação e socialização causam, frequentemente, dificuldades em muitas áreas da vida. Adultos com autismo continuarão a precisar de encorajamento e apoio moral na sua luta para uma vida independente. Pais de autistas devem procurar programas para jovens adultos autistas bem antes dos seus filhos terminarem a escola. (PERISSINOTO, 2004).
O conceito do Autismo Infantil, portanto, se modificou desde sua descrição inicial, passando a ser agrupado em um contínuo de condições com as quais guarda várias similaridades, que passaram a ser denominadas de Transtornos Globais (ou Invasivos) do Desenvolvimento (TGD). Mais recentemente, denominaram-se os Transtornos do Espectro do Autismo (TEA) para se referir a uma parte dos TGD: o Autismo. Clinicamente falando o autismo é considerada uma síndrome neuropsiquiátrica.
Embora uma etiogia específica não tenha sido identificada, estudos sugerem a presença de alguns fatores genéticos e neurobiológicos que podem estar associados ao autismo (anomalia anatômica ou fisiológica do SNC; problemas constitucionais inatos, predeterminados biologicamente). Fatores de risco psicossociais também foram associados. Nas diferentes expressões do quadro clínico, diversos sinais e sintomas podem estar ou não presentes, mas as características de isolamento e imutabilidade de condutas estão sempre presentes.
Esse quadro, inicialmente, foi classificado no grupo das psicoses infantis na tentativa de diferenciação da esquizofrenia de início precoce, prevaleceu o conceito de que os sinais e sintomas devem surgir antes dos 03 anos de idade, e os três principais grupos de características são: problemas com a linguagem; problemas na interação social; e problemas no repertório de comportamentos (restrito e repetitivo), o que inclui alterações nos padrões dos movimentos.
Mas, o autismo tem marcado em suas características os seguintes comportamentos fundamentais: Inabilidade para interagir socialmente; Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos; Padrão de comportamento restritivo e repetitivo. Depois de muitos estudos, a tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos e biológicos.
O autismo, necessariamente apresenta um prejuízo marcado e permanente na interação social, alterações de comunicação e padrões limitados ou estereotipados de comportamentos e interesses, que devem estar presentes antes dos três anos de idade. A síndrome de Asperger caracteriza-se por prejuízos na interação social, interesses e comportamentos limitados, porém não apresenta atraso no desenvolvimento da linguagem falada ou na percepção da linguagem. É característico o desajeitamento motor, determinados interesses que lhe ocupam toda a atenção, tendência a falar sobre o que querem sem se dar conta do interesse do outro. (BACKES, 2011)

SINTOMAS

Um dos mitos comuns sobre o autismo é de que pessoas autistas vivem em seu mundo próprio, interagindo com o ambiente que criam; isto não é verdade. Se, por exemplo, uma criança autista fica isolada em seu canto observando as outras crianças brincarem, não é porque ela necessariamente está desinteressada nessas brincadeiras ou porque vive em seu mundo. Pode ser que essa criança simplesmente tenha dificuldade de iniciar, manter e terminar adequadamente uma conversa, muitos cientistas atribuem esta dificuldade à Cegueira Mental, uma compreensão decorrente dos estudos sobre a Teoria da Mente.
Em comum, as pessoas que fazem parte do TEA apresentam dificuldades em entender as regras de convívio social, a comunicação não verbal, a intencionalidade do outro e o que os outros esperam dela. Com essas dificuldades funcionais, o impacto na eficiência da comunicação é muito grande, fazendo com que o desenvolvimento do cérebro social mantenha-se cada vez mais insuficiente para exercer as funções necessárias para a interação social.
A ciência, pela primeira vez falou em cura do autismo em novembro de 2010, com a descoberta de um grupo de cientistas nos EUA, liderado pelo pesquisador brasileiro Alysson Muotri, na Universidade da Califórnia, que conseguiu "curar" um neurônio "autista" em laboratório. O estudo, que se baseou na Síndrome de Rett, um tipo de autismo com maior comprometimento e com comprovada causa genética, foi coordenado por mais dois brasileiros, Cassiano Carromeu e Carol Marchetto e foi publicado na revista científica Cell.
Como observamos o autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos. Portanto, na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e autossuficiência. (BACKES, 2011)

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

Até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar. É de que quando se fala em uma pessoa autista geralmente se pensa em uma pessoa retardada ou que sabe poucas palavras ou até mesmo que não sabe alguma. Problemas na inteligência geral ou no desenvolvimento de linguagem, em alguns casos, pode realmente estarem presentes.
Às vezes é difícil definir se uma pessoa tem um déficit intelectivo se ela nunca teve oportunidades de interagir com outras pessoas ou com o ambiente. Na verdade, alguns indivíduos com autismo possuem inteligência acima da média.
Para o diagnóstico leva-se em conta o comprometimento e o histórico do paciente, portanto, o diagnóstico é essencialmente clínico. Norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS). Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas.
O tratamento para o autismo normalmente é um programa intenso e abrangente que envolve a família da criança e um grupo de profissionais. Alguns programas podem ser feitos em casa e incluir profissionais especialistas e terapeutas treinados. Alguns programas são colocados em prática dentro de uma instituição especializada, na sala de aula ou na escola de educação infantil. Não é incomum uma família optar por combinar mais de um método de tratamento.
Os programas de intervenção intensivos para os sintomas principais do autismo abordam as questões sociais, de comunicação e questões cognitivas centrais do autismo. O programa de tratamento depende das dificuldades (inabilidades) e dos pontos fortes (habilidades) da criança.
Os sintomas do autismo normalmente permanecem com a pessoa durante toda a sua vida. Uma pessoa pouco afetada pode parecer apenas um tanto diferente e ter uma vida normal. Uma pessoa gravemente afetada pode ser incapaz de falar ou cuidar de si mesma. A intervenção precoce pode fazer uma grande diferença no desenvolvimento da criança. A maneira como seu filho age e se comporta atualmente pode ser muito diferente de como ele agirá e se comportará no futuro.
Evidências sugerem que os primeiros sinais do autismo podem ser vistos em crianças bem novas, com 8 a 10 meses de idade: podem ser mais passivas, mais difíceis de acalmar ou não reagem quando alguém chama seu nome. Algumas crianças com autismo apresentam, por volta de um ano de idade, prejuízos de orientação ao estímulo social ex.: orientação social, de atenção compartilhada, de interação social e de antecipação, de balbuciar, de gestos, de pronúncias de palavras e de imitação. Alguns desses primeiros sinais podem ser notados pelos pais, outros podem apenas ser observados com a ajuda de um clínico especialista.
O autismo não é um transtorno que deriva de uma só causa. Na verdade, esta condição engloba um grupo de transtornos relacionados, com diferentes causas. A maior parte das vezes, provavelmente, o autismo resulta de uma combinação de fatores de risco genéticos que interagem com os fatores de risco ambientais. Foram identificados diversos genes de suscetibilidade ao autismo, o que significa que há maior probabilidade do indivíduo desenvolver autismo se ele possui uma variante deste gene, ou, em alguns casos, uma mutação rara.
Provavelmente, diversos genes contribuem para o autismo. Acreditamos que esses genes específicos interagem com determinados fatores ambientais. A maior parte da pesquisa atual busca identificar a contribuição dos fatores genéticos e ambientais para o autismo. Muito embora alguns fatores genéticos tenham sido identificados, sabemos pouco sobre a contribuição dos fatores ambientais, ainda. A exposição a agentes ambientais, tais como os agentes infecciosos (rubéola da mãe, ou o citomegalovírus), ou a agentes químicos (talidomida ouvalproato) durante a gravidez podem causar o autismo. Aproximadamente, de 10 a 15% dos casos.

Quanto ao tratamento até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar. Não existindo um tratamento padrão que possa ser utilizado, pois, cada paciente exige acompanhamento individual, podendo se beneficiar com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas. (DORNELLES, 2011, p. 145)

Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios problemas no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a rígidos e restritos padrões de comportamento. Os diversos modos de manifestação do autismo também são designados de espectro autista, indicando uma gama de possibilidades dos sintomas do autismo. Atualmente já há a possibilidade de detectar a síndrome antes dos dois anos de idade em muitos casos.
O Brasil tem buscado, por meio da formulação de políticas públicas, garantir a autonomia; a ampliação do acesso à saúde; à educação; ao trabalho, entre outros, com objetivo de melhorar as condições de vida das pessoas com deficiências. No ano de 2011 é lançado o Viver sem Limite: Plano Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência (Decreto 7.612 de 17/11/11) e, como parte integrante deste programa, o Ministério da Saúde institui a Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência no âmbito do SUS (Portaria 793, de 24/04/12), estabelecendo diretrizes para o cuidado às pessoas com deficiência temporária ou permanente; progressiva; regressiva ou estável; intermitente ou contínua. Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA). (BRASIL, 2012)
Recomendações sugeridas: Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados; É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista; Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina; Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas.
Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado; Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade. (VARELLA, 2013)
DESAFIOS E POSSIBILIDADES NA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA COM AUTISMO

O autismo no Brasil levanta uma discussão importante sobre haver ou não uma epidemia da síndrome no planeta, ainda em discussão pela comunidade científica. No Brasil, foi realizado o primeiro estudo de epidemiologia de autismo da América Latina, publicado em fevereiro de 2011com dados de 2010, liderado pelo psiquiatra da infância Marcos Tomanik Mercadante (1960-2011), num projeto-piloto, aferindo a prevalência de um caso de autismo para cada 368 crianças de 7 a 12 anos. Outros estudos estão em andamento no Brasil., onde está se levando em conta cada fase do desenvolvimento apresenta necessidades peculiares.
Na fase pré-escolar, o desenvolvimento da coordenação motora e a capacidade de adaptação ao grupo são fundamentais. Na fase de alfabetização, dificuldades podem requerer intervenção de fonoaudiólogo e psicopedagogo. Já a entrada na adolescência, pode trazer novas dificuldades e requerer outras prioridades de intervenção. A intervenção comportamental, a terapia ocupacional e a terapia fonoaudiológica normalmente estão integradas ao programa.
Para que ocorra a inclusão, não é só colocar o autista dentro da sala de aula, e achar que tudo vai dar certo é preciso uma integração do aluno com o novo mundo, a interação com os colegas, saber a opinião dos pais, se houve alguma mudança no comportamento da criança. O objetivo da inclusão do indivíduo autista deste fora ou dentro do mundo escolar deve ser realizado através de pesquisa de averiguação, como, se há possibilidade da inclusão, e em que condições estão sendo executado este trabalho e quais as dificuldades encontradas pelos educadores no relacionamento com a criança autista.
Então, deve-se buscar conhecimento dos recursos oferecidos para a socialização da criança autista no ambiente escolar, analisar as condições que são oferecidas aos professores para enfrentar a nova jornada, a importância da família neste momento e se realmente a inclusão pode acontecer.
As escolas da rede pública, devido a Lei das Diretrizes e Bases (LDB), recebem os autistas na tentativa de inclusão, mas será que realizam todas as adaptações necessárias para que isso realmente ocorra? Como vimos anteriormente, nas necessidades destas crianças, o quadro pode inclusive ser agravado.
Para a educação deve-se partir de perguntas básicas como: quem é essa criança? Quais os vínculos que possui? A partir de que ponto começará ou continuaremos um trabalho educacional? O conhecimento prévio da situação do aluno é primordial no sentido de elaborar metas específicas para o atendimento do mesmo. Bereohff (1991) ressalta que na educação do autista tem-se que considerara falta de interação com o grupo, a comunicação precária, a mudança de comportamento, a dificuldade na fala, todas as mudanças de comportamento que essas crianças apresentam.

Educar uma criança autista é uma experiência que leva o professor a rever e questionar suas ideias sobre desenvolvimento, educação, normalidade e competência profissional. Torna-se um desafio descrever um impacto dos primeiros contatos entre este professor e estas crianças tão desconhecidas e na maioria das vezes imprevisíveis (BEREOHFF, 1991, 21).

Para a criança autista a rotina diária é muito importante, o professor deve procurar elaborar uma rotina que não deve ser alterada, e não encarar isso como uma falta de criatividade, mas sim uma adaptação à realidade do aluno, se houver mudanças diárias certamente refletirá no comportamento da criança, pois os autistas mudam de comportamento quando sua rotina é modificada, por isso a rotina tem de estar focada em suas necessidades.
Como sua memória é muito voltada para o visual, é importante que o professor trabalhe esse lado usando tamanhos, espessuras, pessoas, animais, e por isso mesmo é necessário que a sala de aula não possua muita estimulação visual para que a atenção do aluno não se desvie da tarefa em andamento.
Mesma rotina, estimulação, ambiente calmo e agradável, necessidades básicas para que os alunos não se alterem. As escolas da rede pública, em razão da Lei das Diretrizes e Bases (LDB), recebem os autistas na tentativa de inclusão, mas será que realizam todas as adaptações necessárias para que isso realmente ocorra?
Essa questão está presente quando se trata de inclusão, essa pergunta se faz pertinente porque se trata de crianças especiais todo o cuidado é muito importante, porque qualquer deslize o quadro pode se agravar. A proposta educacional precisa ser muito bem elaborada, conhecer bem a metodologia de ensino que vai ser aplicada.
O professor deve procurar elaborar uma rotina que não deve ser alterada, e não encarar isso como uma falta de criatividade. Mudanças diárias refletem no comportamento da criança, pois os autistas mudam de comportamento quando sua rotina é modificada. A participação da família também é muito importante neste momento. Portanto, é fundamental verificar as metodologias utilizadas para uma ação docente adequada, que possibilitem as crianças autistas ter direito a educação de qualidade. E como o professor esta reagindo psicologicamente com este novo contexto.
Porém, vários itens devem ser analisados, como a importância da inclusão das crianças autistas na sociedade; identificar as dificuldades encontradas pelos educadores no relacionamento com a criança autista. Verificar como é desenvolvida a interação dos autistas com outras crianças no ambiente escolar. Entrevistas com os pais e professores são fundamentais para saber quais as mudanças de comportamento a criança esta apresentando com esta nova rotina.
Portanto, se fez necessário realizar uma pesquisa para buscar conhecer os recursos para sociabilização da criança autistas no ambiente escolar, analisar as condições que são oferecidas aos professores, para enfrentar esta nova jornada de trabalho. Saber até onde a ajuda de família é importante neste processo. E constatar se realmente a inclusão da criança autista é possível. (BEREOHFF, 1991)

AS NOVAS TECNOLOGIAS E O AUTISMO

A partir de informações preliminares coletadas, está sendo elaborado um software para integrar a educação básica, com o desenvolvimento cognitivo social e comunicação. Por meio de intervenções multidisciplinares integradas entre os três tratamentos escolhidos (ABA, PECS e TEACCH). Respeitando a fase da vida da criança como também as características de como o autismo a afeta. Foi elaborado o primeiro planejamento, que adotou o uso da tecnologia do Microsoft Kinect; e para dispositivos móveis, do Windows Phone Seven.
O Microsoft Kinect usa uma tecnologia que permite ao usuário interagir com o sistema sem uso de controles físicos, utilizando o movimento do corpo para identificar suas solicitações, assim como por comando de voz, além disso, há uma câmera que pode filmar a interação do usuário com o sistema. Qual a importância disso? É fundamental para o modelo de tratamento das crianças autista, respeitar algumas características. Estima-se ser mais fácil motivar a criança a interagir com o sistema. Citando algumas dessas características, entende-se como isso pode funcionar ou interagir: Indica necessidade através de gestos por meio dessa característica o Microsoft Kinect irá reconhecer as necessidades da criança e interagir com ela.
Sem a necessidade do uso de um controle ou teclado; Habilidades motoras desniveladas, é estimado que por meio da frequência e motivação da criança em interagir com o software, podemos condicionar de uma melhor forma a correção desse desnivelamento motor, uma vez que para o software interagir, o movimento necessita de certa precisão; Hiperatividade física marcante – pelo fato do Microsoft Kinect se tratar de uma tecnologia que envolve o movimento corporal, é estimado que seu uso pela criança reduza a hiperatividade física. Uma vez que ela pode despender essa energia utilizando o software; Repete palavras sem sentido aparente – o uso dessa característica vem como forma de praticar ou exercitar atividades relacionadas à terapia da fala, que por meio de onomatopeias (imitar um som com um fonema ou palavra; ruídos, gritos, canto de animais, sons da natureza, barulho de máquinas, contribuindo na formação das palavras) ou fricativas (som de consoante que se produz com estreitamento, mas sem contato das partes do tubo vocal, como o "V" e o "F") o software possa ser utilizado por fonoaudiólogos. Para isso o Microsoft kinect, captura o áudio da criança durante a atividade. (GUERRA, 2013)

CONSIDERAÇOES FINAIS

As características do indivíduo autistas mencionadas durante este estudo, nos possibilita a compreender e entender de forma especial o indivíduo altista, facilitando o processo de tratamento e aprendizado da criança autista. Assim entendeu-se a questão educacional seria um importante agente motivador e atenderia as características peculiares presente nas crianças. Métodos comuns de ensino deve promover uma afinidade que venha a personalizar o ambiente em que o autista está inserido, seja ele na escola ou no ambiente familiar.
Mediante essa ótica, o professor é um agente facilitador e a cada novo cenário apresentado ao autista deve ser realizado de forma delicada evitando mudanças bruscas no cenário ou passar a ideia que mudou a rotina. Tal preocupação também se deve ao fato de que uma das características do autismo, é a resistência à mudança de rotina.
Embora de posse de conhecimentos científicos aquele que convive com um autista deve também possuir uma imagem amigável para a criança para que a mesma se sinta à vontade para realizar suas novas aquisições. Lembrando que embora estudos recentes proporcionem melhor entendimento para as famílias e para a escola deve haver por ambas um relatório constante com registros dos erros e acertos na realização de novas atividades, isso possibilita a busca de novos de estudo, contribuindo para o diagnóstico evolutivo da criança e aperfeiçoamento do tratamento destinado as especificidades das características de cada criança.

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BACKES, B. Instrumentos de avaliação do Transtorno do Espectro Autístico: Uma revisão sistemática de estudos brasileiros. Cadernos de saúde pública. Brasília, 2011.

BEREOHFF, Ana Maria P. Autismo, uma visão multidisciplinar. São Paulo: GEPAPI, 1991.

BRASIL, Ministério da Saúde. Decreto 7.612 de 17/11/11. Programa, o Ministério da Saúde institui a Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência no âmbito do SUS. Portaria 793, de 24/04/12. Brasília, 2012.

DORNELLES, C. Manual diagnóstico estatístico de transtornos mentais. 4. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.

GUERRA, Eraldo, Eraldo. Projeto Can Game. Escola Técnica Estadual Professor Agamemnom Magalhães (ETEPAM) Recife, 2013. Disponível no site: www.revistaautismo.com.br/‎. Acesso janeiro de 2014.

PERISSINOTO, J. Diagnóstico de linguagem em crianças com transtornos do espectro autístico. São Paulo-SP: Roca, 2004.

VARELLA, Dráuzio. Autismo. (Artigo). Disponível no site: drauziovarella.com. br/crianca-2/autismo/‎. Acesso 10 de janeiro de 2014

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