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CULTURA POPULAR BRASILEIRA

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zenir Izaguirre
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CULTURA POPULAR BRASILEIRA

INTRODUÇÃO

Todo legado herdado do passado que influenciam uma nação está intrinsicamente ligada com sua cultura. No caso do nosso país, a cultura brasileira é uma síntese de influencias de vários povos e etnias que formam uma cultura única. Podemos citar como exemplo a linguagem que é oriunda de algum outro lugar e que integra a cultura local formando dessa forma o povo brasileiro. Esse fenômeno aconteceu depois de três séculos de colonização portuguesa, a cultura brasileira é, majoritariamente de raiz lusitana. Essa herança cultural lusitana que compõe a cultura brasileira fez do povo brasileiro um mosaico étnico, todos falam a mesma língua (o português) e, quase todos, são cristãos, com predomínio de católicos. Isso faz da cultura brasileira se regionalizar, ou seja, cada região possui particularidades e uma historia diferente. A bela cultura popular brasileira é regada pela de produção de cada ser que é um artista consumado, que constituiu a precondição de toda cultura.

Portanto, Nossa cultura está vinculada a algum grupo específico, pois atinge todas as camadas sociais influenciando a maneira de viver o seu dia-a-dia, no vestuário, na alimentação, na maneira de falar, de se divertir, de adquirir conhecimentos artísticos e até mesmo na maneira de trabalhar esse fenômeno denomina-se cultura popular que se origina da resolução de problemas criados ao longo da história. Portanto, no decorrer deste trabalho abordaremos a importância da cultura brasileira dentro de uma definição única.

BREVE HISTÓRICO E DEFINIÇÃO DE CULTURA BRASILEIRA

Sabemos perfeitamente que Aurélio Buarque de Holanda define com autoridade, em seu bem conceituado dicionário de língua portuguesa, cultura em seu uso corrente como significando: saber, estudo, elegância, esmero, conhecimento, informação. Porém quando acrescentamos o termo “popular” entramos num paradoxo entre “cultura” e” povo”, como se tudo que vem do “povo” fosse desprovido de saber. Basta olharmos em nossa volta para percebermos que são bastante diversificados os valores e conceitos vigentes na nossa complexa sociedade. .

Cultura Popular recobre um complexo de padrões de comportamento e crenças de um povo. No entanto, cultura popular é um aglomerado de fragmentos que apresenta significados bastante heterogêneos e variáveis. Muito se tem falado e escrito sobre cultura popular, mas ainda não é suficiente porque a pesar de todo estudo ainda se deturpa muito o sentido dessa palavra, já é hora de pararmos e refletirmos sobre a profundidade que essa expressão abrange. (SODRÉ, 2003, p. 141).

Percebe-se que cultura popular e educação podem adquirir significados muito diferentes, dependendo do contexto ou da sociedade a partir da qual forem pensadas. Numa sociedade como a brasileira, profundamente marcada por múltiplas hierarquias e desigualdades, a ideia de “cultura” – antes de tudo associada à sofisticação, à erudição e à educação formal – uma vez aproximada à categoria “popular” produz uma estranha dissonância. Cultura popular identifica, então, o cultivo dos elementos, significados e valores comuns ao povo, essencialmente diferentes dos meus – sofisticados, elaborados, superiores posto que sejam também, eles, diferentes de mim, se vestem e falam de outro modo, habitam outros lugares. (CARVALHO, 2006)

Toda e qualquer manifestação popular pode ser definida como
cultural (dança, música, festas, literatura, folclore, arte, etc.) em que o povo produz e participa de forma ativa. Ao contrário da cultura de elite, a cultura popular surge das tradições e costumes e é transmitida de geração para geração, principalmente, de forma oral. Exemplos de manifestações da cultura popular: carnaval, danças e festas folclóricas, literatura de cordel, provérbios, samba, frevo, capoeira, artesanato, cantigas de roda, contos e fábulas, lendas urbanas, superstições. mas, a cultura popular que definimos como cultura popular brasileira é oriunda dessas misturas de costumes, hábitos adquiridos da formação das varias etnias que habitam nosso país. (ALMEIDA, 2007)

Mas, cultura segundo o seu mais profundo significado, é a transmissão de conhecimentos cultivados, através de palavras, gestos, costumes, ritos, histórias, tradições, e suas mais diversas manifestações de um povo, ela deverá ser expressa em duas formas: individual ou coletiva, também chamada cultura de Massa. A cultura brasileira de um modo geral se caracteriza de uma forma muito singular e por que não dizer peculiar que nasceu da mistura e herança de muitas outras, onde podemos citar a indígena, por serem os primeiros e legítimos habitantes do nosso solo. A nossa cultura é um grande conjunto de culturas, que sintetizam as diversas etnias que formam o povo brasileiro.

Por essa razão, não existe uma cultura brasileira homogênea, é notório
que no país de colonização portuguesa, outros grupos étnicos deixaram influências profundas na cultura nacional, destacando-se os povos indígenas, os africanos, os italianos e os alemães. As influências indígenas e africanas deixaram marcas no âmbito da música, da culinária, do folclore, do artesanato, dos caracteres emocionais e das festas populares do Brasil, assim como centenas de empréstimos à língua portuguesa. É evidente que algumas regiões receberam maior contribuição desses povos. Os Portugueses, por serem os primeiros colonizadores, em seguida os Africanos, á época do regime escravocrata, foram os principais, e em uma menor, mas significativa escala, espanhóis, holandeses, franceses, italianos, alemães, asiáticos, e mais tarde árabes, judaicos.

A partir do século XIX e início do Século XX, com o ciclo do Café, o início da expansão das grandes capitais, e mais adiante juntamente, com as primeiras Grandes Guerras, aliado ao desenvolvimento das Indústrias no país. Esta miscigenação e interação de raças, povos, suas diferentes linguagens, e complexos padrões de comportamento, derivou a Cultura Popular, ao tempo em que é decantada em verso e prosa pelo mundo, hoje sofre um processo de mutação constante, tanto devido à influência americana, bem como aos mecanismos que urgem a Indústria do Entretenimento.

HERANÇAS CULTURAIS

Inclusive, no mundo pré-industrial, a cultura de massa ,como hoje é entendida não existia, havendo, no entanto uma cultura folclórica, o que no Brasil, era e ainda o é, em alguns rincões do interior deste, segue sobrevivendo frente ao atual modelo de gestão e mutação do contínuo e sistemático processo de pasteurização e perda da identidade cultural nacional. Mas, estes, porém, não tiraram do Brasil como sendo o portador do maior patrimônio histórico é um dos mais antigos da América, sendo especialmente rico em relíquias de arte, concentradas, sobretudo no estado de Minas Gerais e em centros históricos entre outras cidades.

No Sul do país as influências de imigrantes italianos e alemães são evidentes, seja na culinária, na música, nos hábitos e na aparência física das pessoas. Outras etnias, como os árabes, espanhóis, poloneses e japoneses contribuíram também para a cultura do Brasil, porém, de forma mais limitada. Também possui nas grandes capitais numerosos e importantes edifícios de arquitetura eclética, da transição entre os séculos XIX e XX. A partir de meados do século XX a construção de uma série de obras modernistas, criadas por um grupo liderado por Gregori Warchavchik, Lucio Costa e, sobretudo Oscar Niemeyer, projetou a arquitetura brasileira internacionalmente. 4 O movimento moderno culminou na realização de Brasília, o único conjunto urbanístico moderno do mundo reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade. (CLAVERY, 2008)

Conforme Alfredo Bosi:

Após o Romantismo, o Realismo expandiu-se no país, principalmente pelas obras de Machado de Assis (fundador da Academia Brasileira de Letras). Entre 1895 e 1922, não houve estilos literários uniformes no Brasil, seguindo uma inércia mundial. A Semana de Arte Moderna de 1922 abriu novos caminhos para a literatura do país. Surgiram nomes como Oswald de Andrade e Jorge Amado. O século XX também assistiu ao surgimento de nomes como Guimarães Rosa e Clarice Lispector, os chamados "romancistas instrumentalistas", elencados entre os maiores escritores brasileiros de todos os tempos. (BOSI, 2002, p. 15)

Essa massa homogênea, que é o povo brasileiro, repleta de objetos e práticas que qualificamos como “populares”, pois o nosso cotidiano é mesclado com esses costumes. A escola, a igreja e a família são instituições formadoras do ser e juntamente com os meios de comunicação de massa têm a função de produzir e divulgar ideias como se fossem ou devessem ser ou se tornar os modos ideais de agir e de pensar de todos. Portanto ao longo de nossa história cultural tivemos a oportunidade de viver experiências únicas culturais, ensejada no contexto em que estamos inseridos com diferentes grupos culturais, onde é composto por vários grupos; grupo familiar, grupo de amigos, e grupo religioso. Essa mistura nos possibilita manter uma orientação, um modo culturalmente diferente.

Finalmente, o que sabemos sobre nossa cultura é como somos capazes de reorientar, a mesma para um sentido mais igualitário e mais equilibrado, igualmente, capazes de reorientar a escola e a educação para um sentido menos instrumental, menos utilitarista e mais humano. Construir uma nação livre, tolerante e igualitária é de outra forma, sermos capazes de torná-la multicultural, multiétnica e multirracial. Uma nação que possibilite a comunicação horizontal entre centro e periferia, eliminando as oposições hierarquizantes existentes entre estes dois polos, uma nação com indivíduos capazes de reconhecer a diversidade como elemento fundante e característica fundamental para a existência de uma sociedade disposta a fazer-se democrática, justa e igualitária. Isto tem, portanto, tudo a ver com cultura popular, escola e educação.

Ninguém hoje em dia, com toda certeza, negaria o papel de enorme importância que a escola tem na defesa, promoção, difusão e conhecimento das manifestações culturais populares. Entretanto, talvez não esteja da mesma maneira claro para muitos de nós a significativa contribuição que as manifestações culturais populares podem trazer para a escola. São muitas; todavia, a mais importante talvez seja a possibilidade que as manifestações culturais populares têm de, uma vez integradas no interior do sistema e do processo de ensino formal, revolucioná-lo. A começar por nos permitir pensar algo mais amplo: quem sabe, uma nova e mais humanizada estratégia de educação. ( BRANDÃO, 2002).

De acordo com Mike (1995).

Qual o papel da escola em todo este complexo de fatores? O que exatamente a educação tem a ver com isso? Em que a cultura popular pode oxigenar a escola e o processo formal de ensino, de modo a capacitá-los a enfrentar a pós-modernidade globalizada de posse de valores capazes de refundar o humano, tais como: respeito, solidariedade, liberdade, igualdade, pluralidade? (FEATHERSTONE, 1995, 9. 142)

Todos esses acontecimentos ocorridos ao longo da história que compõem a cultura brasileira nós reporta a uma certeza nós antes não sabíamos fazer e, então, aprendemos. A espécie humana, ao longo de sua história, foi aprendendo. E cada um de nós, por sua vez, recapitula esta história em sua biografia. Porque, uma a uma, aprendemos, ao longo da infância e da vida, todas as coisas que aprendemos. Que aprendemos para ser quem somos, para viver como vivemos, para sentir e pensar o que sentimos e pensamos, para criar, fazer e transformar tudo o que a sós ou solidariamente criamos, fazemos e transformamos. Não somos quem somos seres humanos, porque somos “seres racionais”. Somos quem somos e somos até mesmo “racionais”, porque somos seres “aprendentes”.

Somos seres vivos dependentes de estarmos a todo o tempo de nossas vidas – e não apenas durante algumas “fases” dela – aprendendo e reaprendendo. Somos pessoas humanas que dependemos inteiramente dos outros e de nossas interações afetivas e significativas com eles para aprendermos até mesmo a sermos... pessoas. Essas diferenças se lançam aos nossos olhos quando percebemos que há grupos com diversidade nos seus hábitos, como por exemplo: na alimentação na maneira de tratar uns aos outros ou até mesmo o sotaque e algumas expressões da fala. Isso significa que convivemos diariamente com outros hábitos culturais e precisamos respeitá-los. (BRANDÃO, 2002)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No decorrer deste estudo percebeu-se que os indivíduos não criam mundos socializados da natureza em mundos de cultura. Isso significa que criamos o que fazemos porque nos socializamos em uma cultura. Porque nos instruímos, mas também porque nós capacitamos. Mas também porque, aprendemos e reaprendemos enquanto nós formamos, nos educamos. E porque somos educados e criamos mundos onde estamos continuamente nos ensinando-e-aprendendo, sabemos pensar reflexivamente antes de fazermos o que criamos. Nós construímos primeiro na mente as casas, depois as edificamos sobre a Terra.

Por isso, começamos aprendendo a viver, uns com os outros, a construirmos, somos seres criadores de diferentes culturas e de tantos modos de vida culturais porque aprendemos os símbolos. Sim, o símbolo, uma criação livre e arbitrária do imaginário e da mente humana, que inventa em uma língua chamada Português isso traduzir a escrita de infinitas maneiras diferentes em várias línguas. Culturas não envolvem apenas as coisas materiais do mundo com que criamos o entorno “fabricado” de nossas sociedades. Sim, em boa parte a experiência da cultura está no que nós fazemos ao transformarmos as coisas da natureza em objetos da cultura, através do trabalho. A cultura está contida em tudo com tudo aquilo em que nós nos transformamos ao criarmos as nossas formas próprias.

A cultura existe nas diversas maneiras por meio das quais criamos e recriamos as teias sociais de símbolos e de significados que atribuímos a nós próprios, às nossas vidas e ao mundo. Estamos continuamente elaborando, partilhando e transformando diferentes sistemas de compreensão da vida e de orientação da conduta social.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Luiz Fernando de. O Brasil e os Desafios do Patrimônio. Portal do Ministério da Cultura, 13 de Janeiro de 2007.

BOSI, Alfredo. Cultura Brasileira: Temas e Situações. São Paulo: Ática, 2002.

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A educação como cultura. Campinas: Mercado das Letras, 2002.

CARVALHO, José Jorge. Fomento, Difusão e Representação das Culturas Populares. São Paulo: Instituto Polis; Brasília: Ministério da Cultura, 2006.

CLAVERY, Luiz Felipe. A verdadeira Cultura Brasileira: História e Fantasia. Rio de Janeiro: Alves e Letras, 2008.

FEATHERSTONE, Mike. Cultura de consumo e pós-modernismo. São Paulo: Studio Nobel, 1995.

SODRÉ, Nelson Werneck. Síntese de História da Cultura Brasileira. São Paulo: Bertrand Brasil, 2003

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