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A IMPORTÂNCIA DA PARCERIA DOS SETORES ADMINISTRATIVOS ESCOLARES NA SUPERVISÃO E ORIENTAÇÃO ESCOLAR

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zenir Izaguirre
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A IMPORTÂNCIA DA PARCERIA DOS SETORES ADMINISTRATIVOS ESCOLARES NA SUPERVISÃO E ORIENTAÇÃO ESCOLAR

INTRODUÇÃO

O propósito deste trabalho é compor uma concepção do profissional Supervisor e sua importância nos setores escolares, bem como a especificidade de sua função, que vem problematizando o seu desempenho no trabalho e no cotidiano escolar. Outro fator relevante é o relacionamento, entendimento e interações entre o profissional Supervisor e demais agentes escolares.
Serão confrontados às atribuições, concepções e ações da Supervisão, existentes e identificadas na literatura estudada com as perspectivas de analisar as caraterísticas desse líder empreendedor incorporado no perfil do Supervisor Escolar. Mostrando o reflexo de seu desempenho quando bem sucedido na gestão escolar. Esse profissional é um elemento importante para a implementação de um currículo inovador na constituição de uma equipe solidária, transpondo a burocracia e a politica exigida para esse profissional, com caraterísticas peculiares oriundas do seu profissionalismo.
A IMPORTÂNCIA DA SUPERVISÃO ESCOLAR: NA CONCEPÇÃO DOS
AGENTES ESCOLARES

A Supervisão e Orientação Escolar têm características de empreendedorismo, conforme a literatura pesquisada e analisada pôde-se observar que as bibliografias referentes a esse profissional traz uma proposta que discute questões teóricas relacionadas à supervisão escolar, com base na trajetória histórica e nas necessidades da realidade atual. Constata-se que a Supervisão Escolar tende a se tornar uma profissão onde esse agente é um elo insubstituível para o sucesso da gestão escolar. Pois, ele deve ter uma caraterística destemida para usar sua capacidade de liderança empreendedora para enxergar novas necessidades e oportunidades.
Esse profissional deve tecer uma reflexão sobre a gestão escolar vislumbrando a realidade atual e um futuro onde a globalização exige que as necessidades que se apresentam sejam saneadas em uma constituição que abrange também a gestão pedagógica, ambas tem suas eficácias cobradas como outro profissional qualquer, mas o que difere o Supervisor dos demais profissionais que ele avalia e também é avaliado no ambiente escolar. Esse agente tem de adaptar-se a nova ordem das organizações escolares públicas ou privadas para atender as profundas mudanças e exigências da globalização. No contexto escolar o significado de sua função é cumprir, recuperar atividades educativas dando uma ideia de como é um profissional de Supervisão e Orientação. (ANDREASSI, 2005)
Embora, a atuação e a presença desse profissional têm sido questionadas no ambiente escolar, ele está sujeito a regras e normas estabelecidas pelo Projeto de Lei N° 290/2003 que regulamenta o exercício da profissão de Supervisor Educacional, ou Supervisor Escolar. Para dar esse primeiro passo em direção a esse mundo politico-social-econômico-cultural, a atuação do Supervisor ainda provoca conflitos na sociedade exigindo uma nova visão significativa e que de respaldo ao trabalho do profissional na gestão escolar, isto, é deve haver uma cooperação entre docentes e discentes. Esse perfil cooperativo e de união quando incorporado ao perfil desse técnico-pedagogo, tem refletido em um ótimo desempenho e sucesso para a gestão escolar.
Enseja-se que o papel do Orientador Educacional promova uma aprendizagem significativa, desde que seja reconhecida e aceita desde o início e que fiquem claras seus objetivos a respeito dessa nova concepção social na Educação e observando a consequência do seu papel, que tem um envolvimento direto no Projeto Pedagógico da Escola. O compromisso desse profissional junto à comunidade escolar na qual está inserido se inter-relaciona com os cidadãos alguns críticos ou não, esse engajamento deve ser consciente entre ambas as partes. Esse engajamento mútuo é promissor para o conhecimento e aprendizagem, isso significa que ambas as partes Supervisor Escolar, aluno, professor e comunidade escolar são libertadores e formadores de uma educação continuada para um futuro processo de uma nova escola, uma escola cidadã. (LEI N° 290/2003)

SUPERVISÃO ESCOLAR UM CAMINHO DE CONFLITOS E DESAFIOS

É notório, que o trabalho do Supervisor Escolar quando exercido com parceria, ou seja, com cooperação dos agentes administrativos escolares nota-se um fato essencial, já percebido, mas muitas vezes negado ou sucumbido; o avanço e melhoria do ensino e consequentemente refletindo na qualidade de vida tornando a sociedade mais humana e justa. Admitindo ou não a ação supervisora está implícita na atuação educativa, mesmo de forma indireta ela protege e orienta o educando, pois esse profissional está inserido na comunidade escolar e faz parte dessa sociedade como um agente que intervém mesmo que indiretamente, pois sua presença gera questionamentos da importância de seu trabalho. Assim, nesse contexto o supervisor escolar se inclui involuntariamente.
Conforme os fatos citados acima, o Supervisor Educacional não pode ser ignorado perante a organização escolar, porque ele já faz parte da história escolar através do tempo. (SAVIANI, 1999)

A ação supervisora diferentemente do que ocorria nas comunidades primitivas, vai assumir claramente a forma de controle, de conformação, de fiscalização e, mesmo de coerção expressa nas punições e castigos físicos. (SAVIANI, 1999, p.16).

Percebe-se então, que a ação pedagoga, que supervisionava a educação das crianças supervisionava também a educação da comunidade escolar. Assim, as relações se tornam naturais para serem sociais. Como consequência, a escola, toma uma posição principal e dominante da educação, implicando na organização da educação na forma institucionalizada.
A Supervisão Escolar tem uma visão da aprendizagem muitas vezes não linear com a gestão administrativa escolar, alunos e professores isso gera uma trama de relações cognitivas e afetiva, estabelecendo uma distância entre aprendizagem significativa que possam favorecer ambas as partes. Quando há esse infortúnio que busca pela integridade entre o discurso da aprendizagem e as ações efetivas que favoreçam todas as partes envolvidas. Então, porque repetir procedimentos que não condizem com educadores, que tem em suas mãos a capacidade de realizar mudanças; mudanças necessárias para que a intenção e a ação de tornar a escola mais humana, mais justa e acolhedora, isso significa uma escola formadora de cidadãos.

Através da viabilização do processo de articulação e integração é que emerge a importância da contribuição do Supervisor Educacional, ou Supervisor Escolar, na transformação Educacional. A importância desse processo na obtenção da qualidade na escola implica na existência de uma função e de um profissional habilitado capaz de coordená-lo e implementá-lo. Este profissional é o Supervisor Educacional, ou Supervisor Escolar, razão porque é extremamente necessária a regulamentação do Profissional Supervisor Educacional, ou Supervisor Escolar, para que lhe sejam assegurados os direitos profissionais. (PROJETO DE LEI Nº 290/2003)

Mas, é impróprio afirmar, que esse profissional tem facilidade em exercer seu papel na sociedade educativa, pois sabemos que a pedagogia mundial, tem como objetivo ensinar a todos, baseada em uma cultura mundial, onde são agregadas competências de tecnologias de informação, das ciências extas, da comunicação. Observamos assim que o currículo do Supervisor ou Orientador Escolar tem de ser global, não esquecendo evidentemente das atividades burocráticas na aplicação das normas legais pré-estabelecidas, onde as relações muitas vezes se confrontam essencialmente no fator politico-pedagógico. Esses confrontos afetam a liderança e a competência, transformando o saber em um alvo de discussões negativas; não promovendo nenhum meio para auxiliar a gestão escolar e a aplicabilidade efetiva do trabalho do Supervisor Escolar.
É necessário romper com essa relação perniciosa em que o supervisor escolar, debruça-se sobre sua prática de gerência e de liderança sem que possa entendê-la e encontrar os caminhos para transformá-la num saber-fazer-bem. E, principalmente com uma parceria que constrói junto com o professor seu fazer diário e não mais aquele profissional da educação com um "superpoder" de acompanhar, fiscalizar e avaliar o trabalho do professor. Observamos que a liderança do Supervisor Escolar deve ser resultado de um processo ensino-aprendizagem/aprendizagem-ensino, onde é importante haver uma de um clima de construção de conhecimentos e de uma disposição social que se permita desenvolver os quatro pilares da educação. (ANDREASSI, 2005)

Segundo Delors (2000):

Aprender a aprender? Motivação para a busca do conhecimento onde ele se encontra; Aprender a fazer? O desenvolvimento de competências e habilidades; Aprender a conviver? O desenvolvimento de atitudes de solidariedade; Aprender a ser? O desenvolvimento integral da pessoa, sua autoestima, autodeterminação, responsabilidade, espiritualidade e criatividade. E, no mundo globalizado, os quatros pilares da educação se completam com o aprender a empreender. (DELORS 2000, p.)

A Supervisão Escolar tem além do trabalho do dia a dia no ambiente escolar, onde contribui auxiliando e opinando em possíveis impasses peculiares da sala de aula, outras especificações importantes relevantes a seu cargo, tais especificações são bem claras quando exercem suas funções dentro da escola, vejamos quais são as tarefas e obrigações de um Supervisor Escolar.

Habilidades técnicas: consistem na compreensão e proficiência em um determinado tipo de atividade, saber utilizar métodos, técnicas e equipamentos para realizar a contento um determinado trabalho; Habilidades humanas: facilidade para trabalhar como membro de um grupo e em equipe, com cooperação e flexibilidade; saber se comunicar; Habilidades conceituais: forma como se compreende e reage aos objetivos e políticas da organização, empregando conceitos, ideias e abstrações. (DORNELAS, 2003, p. 33).

Mas, para que esse profissional possa exercer suas funções é necessário que a ele seja permitido à liberdade de buscar recursos e perseguir suas visões, realizar seus sonhos e criar novos empreendimentos. Para que isso aconteça é preciso uma independência hierárquica, para que o seu trabalho tenha êxito de fato. Quando o profissional adquire certa autonomia é oportunizado a ele que mostre seu senso crítico, sensibilidade para novos desafios, enfrentando problemas gerados pela gestão escolar na qual trabalha, além da obstinação em solucionar esses problemas, se caracterizando assim um supervisor escolar. Esse conjunto de competências, habilidades e talentos que definem de fato um supervisor escolar, isto é um técnico-pedagógico. (DORNELAS, 2003)
O supervisor Escolar anseia na atualidade uma liberdade dentro da gestão escolar, ser um norteador de metas, metas construídas coletivamente após um diagnóstico das necessidades da gestão escolar. Sucintamente podemos caracterizar o Supervisor Escolar como um indivíduo que sabe delegar, mas quando necessário faz o que deve ser feito. Enfrentam os riscos, fugindo do estático, que procura evitar as rotinas, poiso que se espera dele é que seja criativo e inovador.
Dolabela (2003) complementa esta afirmação dizendo que:

O saber empreendedor ultrapassa o domínio de conteúdos científicos, técnicos, instrumentais. Este pouco serve para quem não sonha para quem não tem a capacidade de partir do sonho, gerar novos conhecimentos que produzam mudanças significativas para o avanço da coletividade. [...] só o sonho (ou a ideia) não é suficiente para configurar uma ação empreendedora: é preciso transformá-lo em algo concreto, viável, sedutor por sua capacidade de trazer benefícios para todos, o que lhe dá o caráter de sustentabilidade. (DOLABELA, 2003, p. 29).

Esta ação só é sustentável se o profissional obtiver apoio da escola, dos pais, alunos e da comunidade escolar.
A IMPORTÂNCIA DA SOLIDARIEDADE EM EQUIPE

Como foi exposto nos tópicos acima, onde se falou nas atividades e deveres do Supervisor Escolar. Devemos colocar nesse estudo, a importância da ação corporativa e cooperativa que deve ser incorporada para evoluir e contribuir com novos pontos de vista, cita-se como, exemplo a diretora da escola, da administradora escolar, da orientadora educacional, dos professores, dos agentes de serviços gerais, dos alunos, dos pais e dos parceiros da comunidade em que a escola está inserida, gerando assim um novo sonho, um novo empreendimento que seja realmente efetivo na gestão escolar. A solidariedade confirma a solidez de uma relação, da construção, da significação. A solidariedade é neste sentido uma orientação que conduz para a autonomia, para a interdependência, para liberdade criativa e responsável. É necessário desfazer paradoxos que conceituam solidariedade, pois solidariedade não deve ser confundida com caridade, compaixão ou assistencialismo, vai além desse contexto. Não é apenas um sentimento, mas uma postura diante da vida. (NABAIS, 2005)
O Supervisor Escolar tem na solidariedade um fator determinante para efetivação de suas obrigações não apenas no cumprimento de suas funções, mas um fator que favorece a união entre os envolvidos no processo ensino-aprendizagem. Tendo em vista que a solidariedade e a união mudam paradigmas na gestão escolar, alterando relações interpessoais no processo educacional. Num mundo em transformação. (LUCK, 2003)
Luck ainda enfatiza solidariedade como:

A solidariedade consiste na responsabilidade que se estabelece entre pessoas e organizações, caracterizada por laços duradouros, motivados por um reconhecimento de que, apesar de diferenças particulares, a igualdade as une. Essa responsabilidade é um laço ou ligação mútua e fraternal, motivada por um sentimento de união estabelecido pelos mesmos interesses, em vista de que as pessoas e organizações se ajudam reciprocamente. Compartilham os mesmos problemas, desafios, e objetivos e com um caráter de reciprocidade, e ao mesmo tempo de interdependência, pelo reconhecimento de que sobrevivem todos apenas em interação e uns com os outros. (LUCK, 2003, p. 129).
Devemos salientar ainda que o Supervisor Escolar como líder, em sua função deve resgatar a equidade na constituição de uma equipe solidária isto é manter a imparcialidade respeitando as opiniões e ideia oriundas da equipe, proporcionando assim a transparência do processo que envolve o trabalho em equipe. Assim, consegue-se administrar as diferenças na comunidade escolar, ambiente este cada vez mais diversificado, onde se encontram as diferenças sociais. Neste contexto os conflitos acontecem constantemente, mas se bem gerenciados podem se tornar um aliado para o embate de novas ideias, quanto em suas ideologias e em termos de relacionamento interpessoais.
A solidariedade em equipe depende de vários fatores que podem ou não dificultarem o desenvolvimento do profissional técnico-pedagogo, um exemplo a ser citado é a rotatividade de professores, pois esse fator rompe laços de afetividade e efetividade com a organização escolar, criando uma inclinação individual dificultando o empenho dos novos integrantes para se agregar na equipe existente, no início de cada ano letivo. Mas o grande desafio do Supervisor Escolar é se identificar com a equipe com quem vai se relacionar profissionalmente. O supervisor Escolar deve identificar na equipe as singularidades de cada professor, suas competências profissionais e pedagógicas para engrandecer as habilidades já construídas e buscar uma parceria na edificação de outras competências ainda frágeis, para a constituição da equipe ideal. ( LÜCK, 2003)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Observamos ao longo deste trabalho do quão é importante o trabalho do Supervisor Escolar ou técnico-pedagógico em uma abrangência mais formal. Podemos dizer que esse profissional, vive entre ‘’duas paredes’’ constantemente no dia a dia escolar, pois ele avalia e também é avaliado pela equipe em que divide os problemas, divide, mas muitas das vezes está em suas mãos a resolução deste. Portanto, é necessário que os integrantes da equipe mantenham-se em contínua comunicação e interação, gerando uma cumplicidade. Neste contexto o supervisor escolar deverá observar o perfil da equipe na qual vai dividir e receber obrigações para cumprir.
Assim, então facilitará a correta configuração do perfil dos integrantes. Observando as habilidades profissionais, pedagógicas e a personalidade, buscando o equilíbrio das funções de cada um, proporcionando para ambas as partes, ou seja, para a gestão escolar atingir seu potencial, o técnico-pedagogo (Supervisor Escolar) deve atingir o sucesso do seu trabalho em conjunto com uma equipe solidária e empreendedora.

REFERÊNCIAS

ANDREASSI, T. Empreendedorismo Corporativo. GV Executivo, v 4, n 3, ago/out. 2005.

BRASIL, Projeto de Lei N° 290/2003. Regulamenta o exercício da profissão de Supervisor Educacional, ou Supervisor Escolar, e dá outras providências, 2003.

DELORS, J. et al. Educação: um tesouro a descobrir. 4 ed., São Paulo: Cortez; Brasília: MEC; UNESCO, 2000.

DOLABELA, F. Pedagogia Empreendedora - O Ensino do Empreendedorismo na Educação Básica, voltado para o Desenvolvimento Sustentável. São Paulo: Cultura, 2003.

DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo corporativo: como ser empreendedor, inovar e se diferenciar em organizações estabelecidas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.

LÜCK, H. Como formar rede de escolas solidárias. Ver. FAE. Curitiba: v 6, n 2. 2003.

NABAIS, J. C. Solidariedade social, cidadania e direito fiscal. In: Coord. GRECO, Marco Aurélio; GODOI, M. S. de. Solidariedade social e tributação. São Paulo: Dialética, 2005.

SAVIANI, D.. A supervisão educacional em perspectiva histórica: da função à profissão pela mediação da ideia. In: FERREIRA, N. S. C. (Org.), Supervisão educacional para uma escola de qualidade: da formação à ação. São Paulo: Cortez, 1999.

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