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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO TRABALHO

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zenir Izaguirre
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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO TRABALHO

INTRODUÇÃO

Houve um tempo que as pessoas eram avaliadas pelo seu raciocínio logico e habilidades matemáticas os ditos (QI), mas esses fatores atualmente vêm sendo pouco relevantes conforme estudos atualmente têm-se considerado outro fator como o mais importante, a Inteligência Emocional, sendo a responsável direta pelo sucesso ou fracasso das pessoas principalmente no que diz respeito ao trabalho. Tanto, é que a maioria das situações emocionais o trabalho está envolvido, pois envolve relacionamento entre pessoas.
Portanto, no desenvolvimento desse estudo estaremos abordando o tema Inteligência Emocional no Trabalho, sendo um fator preponderante no ambiente de trabalho onde se tem levado em consideração o relacionamento humano abrangendo suas afabilidades, compreensão, gentileza, fato esse que intensifica as chances de obter-se sucesso no trabalho.

CONCEITO DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Na nossa atualidade a inteligência obteve outra conotação que não aquela de medir a capacidade do indivíduo com as técnicas de raciocínio logico, habilidades matemáticas e espaciais (QI).
Conforme o Psicólogo Daniel com o seu livro:

Inteligência Emocional retoma uma nova discussão sobre o assunto. Ele traz o conceito da inteligência emocional como maior responsável pelo sucesso ou insucesso das pessoas. A maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas. Desta forma pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão, gentileza têm mais chances de obter o sucesso. As nossas emoções podem nos fornecer informações valiosas, sobre nós mesmos, sobre outras pessoas e sobre diversas situações.
Uma explosão de raiva dirigida a um colega de trabalho pode alertá-lo para o fato de você estar se sentindo sobrecarregado pelo excesso de trabalho; uma sensação de ansiedade a respeito de uma apresentação pode informá-lo de que precisa estar mais bem- preparado com fatos e números; a frustração com um cliente pode lhe sugerir a necessidade de encontrar outros meios de se comunicar com ele.
Utilizando as informações que suas emoções lhe fornecem você pode alterar seu comportamento e seu raciocínio de modo a reverter situações: no caso de explosão de raiva, por exemplo, você poderia procurar meios de reduzir sua carga de trabalho ou facilitar seu processo de trabalho. (GOLEMAN, 1995, p. 142)

Como se percebe, as emoções desempenham um papel importante no s local de trabalho, pois sabemos que o ser humano sofre alterações de humor constantemente, indo da euforia a raiva, da frustração ao contentamento, imagine esses fatores todos juntos no ambiente de trabalho, onde as emoções de cada indivíduo se confrontam. O papel da inteligência emocional e fazer-se intencionalmente que ela por si própria trabalhe ao seu favor, trazendo benefícios que possam ajudar e orientar o comportamento e seu raciocínio de maneira a obter melhores resultados.
A inteligência emocional abre as possibilidades de ser nutrida, desenvolvida e ampliada, não se tratando de uma característica impossível de adquirir. A maneira de expandir a inteligência emocional é aprender e praticar as técnicas e aptidões que a compõem, entre elas, a autoconsciência, o controle emocional e a motivação. Conhecimentos técnicos muitas vezes não são levados em consideração, portanto muitos indivíduos são demitidos por problemas comportamentais. Esse item é muitas vezes gerado pela falta de sensibilidade de se relacionar com os outros e não saber lidar com situações de desconforto que prejudicam a imagem e o desempenho do indivíduo. Pensando nesse contexto, o desenvolvimento da inteligência emocional no trabalho pode ser uma grande aliada dentro de uma organização. (HORNDIKE, 1920).

A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E SEUS OBJETIVOS E VANTAGENS

Para administrar as emoções e alcançar seus objetivos é necessário saber administrá-la, com essa determinação é possível entender porque as pessoas devem saber lidar com seus medos, inseguranças e insatisfações em beneficio das suas atividades no trabalho, fazendo com que se obtenha êxito nas atividades propostas pela empresa. Percebe-se que aquele indivíduo que tem essa competência, se diferencia dos demais profissionais dessa forma permite que se desenvolva um ambiente harmonioso e, ao mesmo tempo capacita-o a ser mais produtivo com ideias que resultam em sucesso.
Os seres humanos tem em sua natureza a predisposição em fazer suas realizações pessoais seja ela no ambiente familiar ou no trabalho em cima de suas emoções. A inteligência Emocional no trabalho deve proporcionar ao indivíduo, prudência, intuição, e razão isso mostra um equilíbrio e diante de ações, permite ser sensato e buscar a melhor solução. As expectativas de ter a inteligência emocional bem equilibrada e ter sabedoria nas tomadas de decisão devem gerar tranquilidade e discernimento para buscar as melhores técnicas para que isso aconteça.
As vantagens de um indivíduo saber agir e usar de sua inteligência emocional pode-lhe trazer diversas vantagens no cotidiano de sua carreira, essas promoções trazem resultados efetivos para a equipe e para a organização, ampliando as redes de relacionamentos e aprendizado com maior facilidade gerando dessa maneira benefícios quando o profissional consegue desenvolver esta competência.
Quando o profissional se encontra balanceado, consegue ver as ‘coisas de cima’ e se torna visionário porque sabe negociar, desenvolve aguçada intuição e escuta mais seus líderes e pares, caso esta competência não seja bem trabalhada, o profissional acaba não aplicando a melhor solução, pois as emoções têm o poder de influenciar raciocínios. Isso acarreta a perda de pessoas nas corporações e grandes prejuízos financeiros.
O que se observa é que a experiência profissional tem pouca relação com o domínio da competência. Sendo que o tempo e a maturidade ajudam a desenvolver certas habilidades com maior precisão, mas isso não significa que alguém com mais idade tenha a inteligência emocional do que um jovem profissional, pois isto depende também de fatores sociais. Hoje esses indivíduos são chamados de geração Y, nomeada e classificada no meio empresarial como um incentivo muito alto para obter sucesso profissional. Portanto deve ser desenvolvida entre todas as camadas de idade das organizações. . (WEIS, 1986)
Conforme o autor abaixo.

As empresas valorizam profissionais que geram resultados e, para atingir metas, as pessoas são fundamentais. As que possuem um maior equilíbrio emocional em prol de objetivos e de maior produção ganham destaque no mercado. Os Recursos Humanos é o facilitador de todos os departamentos de uma organização e compete ao RH, na hora de uma avaliação ou feedback, instigar os profissionais a tomar decisões inteligentes e ações inovadoras. Hoje, em um mundo corporativo extremamente imediatista, a capacidade de influenciar positivamente outros profissionais é muito valorizada e, a partir de treinamentos, os RHs têm esse compromisso, (MIRANDA, 2010, p. 126).

A realidade econômica atualmente valoriza muito a inteligência emocional no trabalho, fazendo com que as empresas mudem seu pensamento quanto às competências do profissional a ser contratado.

SITUAÇÕES QUE REQUEREM MAIOR INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Na situação que o mundo se encontra, principalmente na área laboral poucas pessoas satisfazem suas necessidades emocionais e sociais no trabalho; isso não é considerado saudável atualmente para as empresas. Isso acontecesse porque nossa sociedade é volúvel, as pessoas se sentem isoladas umas das outras mesmo estando próximas.
O local de trabalho muitas vezes é o ambiente que as mesmas encontram afeto que não tem na sua vida privada. Mesmo aquelas que possuem vários interesses externos e relacionamentos afetuosos necessitam de bons relacionamentos no trabalho para que haja cooperação. Brigas é a última coisa que as empresas querem acrescentar no estresse inerente do trabalho.
A realidade mercadológica vive uma nuance diferente do passado, hoje esse mercado se voltou ao comportamento do ser humano como forma de obter sucesso para as metas desejadas. Portanto, reduzir o estresse a tensão no trabalho é apenas uma razão para construir bons relacionamentos dentro desse espaço em que se compartilham as tarefas laborais. Isso complementa a ideia daquele indivíduo que almeja construir uma carreira e evoluir dentro da organização, por isso os bons relacionamentos serão decisivos.
Ninguém chega à gerência sem demonstrar capacidade de liderança, isso atualmente se consegue com inteligência emocional que, além disso, demonstra talento e capacidade de comandar. Pois, relacionamentos aprimorados possibilitam criar uma rede de pessoas dispostas a trabalhar, caso contrário, o indivíduo não poderá mostrar sua capacidade de liderança, isso prova que o indivíduo não pode avançar sem o apoio e a lealdade de outras pessoas. Como se pode vencer a não ser com relacionamentos que não sofram de intolerância
Como se percebe todos os campos de atuação requer a inteligência emocional, mas existem profissões e atividades que suas rotinas se apresentam mais latentes. Nesse caso a abrangência vai até as pessoas que exercem cargos de liderança, por exemplo, necessitam de muitas técnicas para agir de maneira harmoniosa no dia a dia. Profissionais que necessitam de precisão nas suas técnicas de trabalho são obrigados a serem muito detalhistas em suas atividades. Geralmente, os que lidam e dependem de pessoas, como, os da área comercial, devem usar muito a inteligência emocional, pois a partir disto conseguem conquistar clientes. (WEISINGER, 2006)
Para que esse processo aconteça de maneira mais fácil é necessário melhorar os relacionamentos no trabalho, tornando a vida menos difícil. Além disso, a maneira com que o indivíduo se relaciona com as outras pessoas pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso. Isso é observado quando um profissional é colocado à prova, acaba se expondo e tendo que lidar com situações desafiadoras.
Tomar cinco decisões providenciais para que isso aconteça é relativamente fácil para construir melhores relacionamentos entre o indivíduo e seus colaboradores ou seu supervisor. Existem cinco maneiras positivas de melhorar o relacionamento no trabalho e provar que o indivíduo tem inteligência emocional:

1. Decida sozinho o que é importante em seu relacionamento com as pessoas;
2. Pergunte às pessoas sobre elas próprias e escute o que elas dizem;
3. Reconheça e valorize as pessoas como indivíduos;
4. Torne-se um incentivador;
5. Compartilhe suas preocupações e anseios com as outras pessoas.

Ampliar a autoconsciência ao longo de um dia de trabalho é possível que você tenha que conversar com um cliente irritado, são vários os fatores que influenciarão seu desempenho em cada uma dessas atividades, perder a paciência é o que menos trará vantagem, mas estar confiante quanto ao seu papel em um projeto, provavelmente conseguirá acalmar as preocupações. Se o indivíduo acredita que seus colegas o julgam inexperientes demais para esse trabalho, pode se sentir tímido e inseguro na hora de lhes apresentar suas ideias durante uma reunião.
Ter consciência dos seus próprios sentimentos e atitudes, assim como da percepção que os outros têm de você, pode influenciar seus atos de tal maneira que eles funcionem em seu benefício.
Ter auto coerência significa recorrer de informações sobre si mesmo que estão ao seu alcance: sentimentos, sensações, avaliações, ações e intenções. Elas irão ajudá-lo a compreender como reagir, agir, comunicar e operar em diferentes situações, e ter autoconsciência significa processá-las. Pois, a autoconsciência é essencial para a inteligência emocional, ela é importante para o sucesso no trabalho e como a falta dela prejudica sua eficiência. (WEIS, 1986)
Para ampliar a autoconsciência o indivíduo precisa de um período de tempo de séria introspecção e coragem para explorar suas reações às pessoas e aos acontecimentos de sua vida profissional. É necessário especificamente estar atento a esses itens: examinar a maneira que faz suas avaliações; perceber o que seus sentidos dizem entrar em contato com seus sentimentos, identificar qual são suas verdadeiras intenções, prestar atenção a seus atos.
Portanto, a Inteligência Emocional no Trabalho, envolve relacionamentos interpessoais se manifestam geralmente em contratos bilaterais, ou seja, em uma troca gerando compensação. Isso só acontece se ambas as partes procuram e obtenham algo de valor. Para acontecer esses valores é necessário fazer que os relacionamentos aconteçam e funcionem, decidindo que valores são esses para o indivíduo caso contrário ambas as partes não vão obter algo de valor nesse processo. (WEISINGER, 2006)

AVALIANDO SUA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO TRABALHO

Observe o que você precisa incluir para melhorar seu relacionamento no trabalho, veja da seguinte maneira: todas as pessoas obtêm, em essência, as mesmas coisas de um relacionamento, ou seja, um aprendizado ajuda e apoio, reconhecimento, compreensão, estresse reduzido e uma qualidade de vida mais alta no trabalho. Ressaltando que relacionamentos aprimorados no trabalho tornam a vida menos difícil. Portanto, examine como você faz suas avaliações. Considerando que avaliações são todas as diferentes impressões, interpretações, apreciações e expectativas que você tem de si próprio e das outras pessoas e situações.
São influenciadas por vários fatores que configuram sua personalidade, e geralmente têm a forma de pensamentos ou de um diálogo interno. Quando o indivíduo toma consciência das suas avaliações, fica sabendo como seus pensamentos influenciam seus sentimentos, suas ações e reações, podendo assim alterá-los. Mas de que maneira conseguir que isso aconteça? Use seus sentidos: visão, audição, olfato e paladar. Os sentidos são as fontes de todas as suas informações sobre o mundo; é através deles que você recebe informações sobre si mesmo, sobre outras pessoas e diversas situações.
Entrando em contato com seus sentimentos, pois eles são as reações emocionais espontâneas às suas interpretações e expectativas. As informações sensoriais, eles lhe fornecem dados importantes, que vão ajudá-lo a entender por que você age como age. Eles o alertam para o seu nível de bem-estar em determinada situação e o ajudam a compreender suas reações. Por isso é tão importante prestar atenção neles.
O que acontece quando se ignora ou se nega as emoções? O individuo se priva da capacidade de agir através delas, pois os sentimentos negativos podem muitas vezes degenerar (recusar), deixando-o pior do que se você tivesse prestado atenção neles. Ao reconhecê-los, o indivíduo será capaz de controlá-los e seguir em frente.
Para que tudo isso se torne possível é necessário identificar suas intenções, ou seja, referir-se aos seus desejos imediatos, aquilo que você gostaria de conseguir hoje, ou numa determinada situação, ou no próximo fim de semana e também aos seus desejos a longo prazo, aquilo que você gostaria de fazer até o final do ano, ou ao longo da sua vida. Mesmo os sentimentos e intenções às vezes difíceis de entender. No caso dos sentimentos isso acontece porque muitas vezes os negamos ou ignoramos, pois é difícil encará-los. No caso das intenções, a razão é que muitas vezes confundimos uma intenção com outra isso acontece porque confundimos nosso propósito oculto com nossa intenção aparente.
O propósito oculto pode ser que seus pais, que sempre pensaram que você não serviria para nada na vida, fiquem impressionados com seu sucesso; sua intenção aparente e seus desejos. Reconhecer que impressionar seus pais é sua verdadeira intenção não iria alterar seu plano de lutar pelos seus desejos de ascensão profissional e sim deixar claro esse fato. O indivíduo deve prestar muita atenção em seus atos, observando que os seus atos são físicos, eles podem ser observados pelas outras pessoas, e nós podemos observá-los se assim decidirmos. Isso significa que a autoconsciência é o elemento básico da Inteligência Emocional.
A autoconsciência aguçada lhe permite monitorar, observar as ações do indivíduo fazendo-o compreender o que o faz agir como age, antes de começar a alterar seu comportamento em busca de melhores resultados. Precisa compreender aquilo que é importante, a maneira como experimenta as coisas, o que quer como se sente e como se dirige aos outros. Portanto, esse conhecimento subjetivo a respeito da natureza de sua personalidade não apenas orienta sua conduta em cada situação vivida pelo indivíduo, mas também lhe fornece uma estrutura sólida para fazer escolhas melhores. As escolhas podem ser comuns ou cruciais. (BEAUPORT, 2002).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esse estudo nos possibilitou observar que é difícil progredir se não conseguirmos nos relacionar bem com os outros, isso se intensifica particularmente no campo profissional, pois todos os dias nós relacionamos com colegas de trabalho, sejam ele superiores ou subordinados, sejam companheiros de equipe. Ter um controle das nossas emoções em situações de estresse faz a diferença quando se está no ambiente de trabalho, controlar as emoções significa algo bastante diferente de sufocá-las; significa compreendê-las e usar essa compreensão para modificar as situações em seu benefício. Esse processo chamado Inteligência Emocional.
A maneira inteligente de lidar com as emoções em certas situações possibilita melhor interação no trabalho em equipe, juntos os indivíduos tornam-se mais eficazes e aperfeiçoam seu desempenho, compreendendo as emoções produzidas por uma interação de componentes em resposta a um acontecimento externo e que os controlando seremos capazes de controlar eficazmente nossas emoções. Mas um fator que não deve ser deixado de lado que conta pontos positivos ou negativos na Inteligência Emocional, é a constituição emocional do indivíduo, ou seja, o modo como foi criado, suas crenças, as experiências que teve em resumo, tudo que o faz ser quem ele é.

REFERÊNCIAS

BEAUPORT, Elaine de; DIAZ, Aura Sofia. Inteligência Emocional - As três faces da mente. São Paulo: Nobel, 2002.

GOLEMAN, D.. Emotional intelligence. New York: Bantam Books, 1995.

HORNDIKE, R. K. "Inteligência e seus usos". Harper's Magazine, 1920.

MIRANDA, Roberto Lira. Além da Inteligência Emocional. São Paulo: Sumus, 2010.

WEISINGER, Hendrie. Inteligência Emocional no Trabalho. São Paulo: Cortez, 2006.

WEISS, Donald. Como se relacionar bem no trabalho. São Paulo: Nobel, 1986.

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