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O PAPEL DO PSICOPEDAGOGO NAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

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zenir Izaguirre
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O PAPEL DO PSICOPEDAGOGO NAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

INTRODUÇÃO

Como os demais saberes, esta demanda do Psicopedagogo diante do processo que implica a dificuldade de aprendizagem, o mesmo vive um exercício permanente de resgate de formas criativas, atualizada, provocativa, corajosa e esperançosa fazendo com que estas questões façam parte do dia-a-dia do Psicopedagogo diante das Dificuldades de Aprendizagem.

Sendo que esse profissional busca ser um instigador entre educador e educando, mas para tanto, é necessário que aluno e professor estejam em sintonia, mesmo que alguns imprevistos possam atrapalhar o ensino-aprendizagem. Esses imprevistos podem se apresentar através do Transtorno de Aprendizagem que dificulta e afeta a cognição e impedem pelo menos em parte, o indivíduo de adquirir um novo conhecimento. O dito déficit de aprendizagem podem prejudicar os desenvolvimentos na linguagem, fala, escrita, compreensão de palavras, situações ou ambientes e interação social. Geralmente, estão associados problemas de memória. No entanto, o trabalho a ser explorado será voltado para esse problema que vem sendo questionado atualmente no ambiente escolar.
BREVE HISTÓRICO DO PROBLEMA NA APRENDIZAGEM

Na visão de Sassaki, (2003). A evolução dos conceitos evolui conforme a interação entre os hábitos de vida das pessoas e os obstáculos enfrentados por elas, que são impostos pelo meio em que vivem, estendendo-se o espaço das escolas. Esses obstáculos são observados no ponto de vista cognitivo, assim como o meio físico e arquitetônico das escolas, que não foram planejadas para abraça e acolher os alunos com problemas na aprendizagem seja ela qual for.

Sabemos das dificuldades que alunos com problemas na aprendizagem têm para serem inclusos na sociedade e principalmente no diz respeito ao ambiente escolar. O aluno com problema de aprendizagem seja ela qual for, apresentam dificuldade de desenvolvimento globalizado, isto é, toda e qualquer tipo de deficiência, mental, ou física traz sempre consigo obstáculos para indivíduo perante a sociedade em geral, mas é na escola o principal obstáculo encontrando.

Pois, incluir esse aluno no ambiente escolar, requer habilidades específicas do professor para inseri-los no ambiente escolar. Sendo que muitos professores enfrentam falta de preparação para atender esse aluno, em contrapartida enfrentam e é cobrada da escola uma adaptação na metodologia de ensino para que possa acolher de forma promissora esse indivíduo com problema de aprendizagem; esse indivíduo requer um atendimento especial, onde seus direitos sejam reconhecidos gerando uma igualdade de valores e direitos.

Outro fator está presente neste contexto que abrange as dificuldades de aprendizagem, pautando que as maiorias das escolas não estão preparadas para o ensino-aprendizagem de alunos com problemas de aprendizagem, pois os mesmos tem dificuldade de se integrarem às normas. Um dos fatores que mais afastam os indivíduos com problemas no aprendizado na realidade atual é do preconceito, que se expressa claramente nas intervenções educativas, que não apresentam nenhum modelo educativo efetivo e que ignoram as caraterísticas do funcionamento das pessoas que apresentam problemas no aprendizado intelectual não considerando se o meio que ela está sendo inserida está apto para acolher lhe. (SASSAKI, 2003)

Conforme, Collares, (1997), os avanços conceituais que orientavam a educação para os indivíduos com problema na aprendizagem avançaram e juntamente com novos princípios. Princípios esses exigidos por normas regulamentadoras que buscam interagir as relações sociais desses indivíduos. Isso nós devemos as pesquisas realizadas sobre a aprendizagem e as práticas pedagógicas que se adaptem e integrem os indivíduos com déficit intelectual. Embora, esforços tenham sido realizados, as aprendizagens são raramente abordadas conforme o que é próprio da idade cronológica normal. Por certo, além das possibilidades de realizar atividades sociais adequadas, é preciso garantir aos alunos com problemas no seu aprendizado, autonomia e a representação de papéis próprios de sua idade real.

Conforme estudos cada faixa etária os conhecimentos têm um sentido e são usados para fins distintos, que se complementam e se ampliam. Isso se observa, por exemplo, na comunicação escrita, que se constitui num tipo de conhecimento básico, que adquire significados distintos adequados a idade dos aprendizes, portanto, aprender a ler e a escrever para um adolescente com problemas no aprendizado ou para uma criança normal, ou mais nova, não são situações iguais, a não ser que ser que haja um retrocesso no transmitir do conhecimento e ao domínio das técnicas. Collares (1997) afirmam: ‘’que, na escola, um espaço pleno de preconceitos, os professores lidam com as crianças que imaginam e não com as crianças reais. Essa criança imaginária, no caso do aluno com problema no aprendizado, é incapaz de fazer o que os demais alunos fazem’’. (COLLARES, 1997, p. 78).

CONCEITO E DIAGNÓSTICO DO PROBLEMA DE DIFICULDADES APRENDIZAGEM

Esteves, (2004), enfatiza que devemos ter uma ideia de como se apresenta a Dificuldade de Aprendizagem para a Ciência. Ele se se caracteriza por inabilidades específicas em determinadas áreas do desenvolvimento independente de aspectos orgânicos como, por exemplo, lesões, uma vez que nesta hipótese estaríamos diante de um quadro de Dificuldade de Aprendizagem secundária. Estas inabilidades devem ser vistas dentro dos padrões do desenvolvimento humano, considerando aspectos cronológicos e escolarização. Portanto, o sujeito com a hipótese diagnóstica de Dificuldade de Aprendizagem não apresenta alterações motoras ou sensoriais. Possui um bom ajuste emocional e condições socioeconômicas sem significativas limitações que o impossibilite de apresentar um desenvolvimento esperado, bem como uma capacidade intelectual adequada. Entender como aprendemos e o porquê de muitas pessoas inteligentes experimentarem dificuldades paralelas em seu caminho diferencial do aprendizado é desafio que impere na atualidade para a Ciência.

Esse também chamado de Transtorno de Aprendizagem é qualquer desordem ou dificuldade com características específicas que afetam a cognição e impeçam pelo menos em parte, um indivíduo a adquirir um novo conhecimento. Os déficits na aprendizagem podem prejudicar os desenvolvimentos na linguagem, fala escrita, compreensão de palavras, situações ou ambientes e interação social. Geralmente, estão associados problemas de memória. E com o avanço tecnológico de nossos dias, as conquistas dos últimos dez anos têm trazido respostas significativas sobre o problema. São tarefas primordiais para trabalhar com os educandos. Mas nem sempre isso é possível, pois a realidade ainda conceitua de que: "quem é bom, é bom em tudo"; isto é, a pessoa, porque inteligente, tem que saber tudo e ser habilidoso em tudo o que faz. (ESTEVES, 2004).

A Terceira Revolução Educacional, estamos vivendo um período singular no processo educacional no mundo onde a educação passou a ser vista não só como um direito a todos de ingresso, mas também de permanência e que está seja sinônimo de sucesso escolar. Não é mais suficiente que o aluno seja recebido burocraticamente na escola, mas que participe efetivamente do processo de ensino e aprendizagem e dele absorva instrumentos e ferramentas para participar ativamente em sociedade (ESTEVES, 2004, p. 141).

Stackhouse, 2004, diz que, é muito complexo o entendimento do ser humano: de quem somos; do que é memória e pensamento- pensamento e linguagem; de como aprendemos e do por quê podemos encontrar facilidades mescladas de dificuldades até básicas em nosso processo individual de aprendizado. A nossa realidade escolar exige do professor no ato de ensinar rigorosidade metódica, sendo um educador democrático, não pode negar-se o dever na sua prática docente, cabe ao educador reforçar a capacidade crítica do educando, sua curiosidade.

Através deste novo contexto, de um novo olhar a cerca deste sujeito em sala de aula portador de suas limitações diante da aprendizagem e aquisição do conhecimento, que a educação poderá construir um novo caminho frente aos desafios de diversificar. Gerando uma nova visão diante desse aluno, possibilitando igualdade de oportunidades de aprendizagem.

Nesse contexto a evolução progressiva de entendimento do que é dificuldade de aprendizagem se tornará algo resultante do trabalho cooperativo de mentes brilhantes que se têm doado em persistentes estudos, com evidências claras do progresso que vem sendo conquistado. Durante esse longo período que transcende gerações, o desencontro de opiniões sobre as dificuldades de aprendizagem conquistou recentemente descobertas realizadas por diferentes áreas relacionadas aos campos da Educação e da Saúde, onde foram surgindo respostas importantes e conclusivas. (STACKHOUSE, 2004).

Nas palavras de Rotta, (2006). Embora, a realidade para o educador, que ressalta que não há sucesso no ensino-aprendizagem sem haver uma pesquisa prévia dessas dificuldades que aportam dentro da sala de aula, há uma necessidade importante do educador conhecer a dificuldade e a definição da mesma, com isso faz-se com que o educador crie um mundo tão diversificado de informações. Porém deve ser lembrado de que essas informações não confundam e desinforme o aluno. Além do que a mídia, no Brasil, as poucas vezes em que aborda esse problema, somente o fazem de maneira parcial, quando não de forma inadequada e, mesmo, fora do contexto global das descobertas atuais da Ciência. Faz-se necessário abordar uma definição para o que chamamos de Dificuldade na aprendizagem, diagnosticando caraterísticas próprias de cada problema e dificuldade apresentada por ele. Onde são citados vários fatores que influenciam na aprendizagem. Doença mental, física e comportamental para então, discutirmos e abordamos as reais necessidades de diagnosticar problemas de aprendizagem no indivíduo. Um desses problemas pode ser nomeado como Déficit intelectual, e que traz desafios que vem sendo enfrentados pela Pedagogia, onde muitos fatores externos e internos podem influenciar na adaptação intelectual do aluno na escola. (ROTTA, 2006)

Esse enfoque não é uma tarefa fácil nas palavras de Sassaki (2003), pois coloca professores e sua capacitação para enfrentar essa situação difícil, principalmente no Ensino Fundamental. Sendo que há uma abordagem principal que é o fator inclusão, que vem se aplicando na realidade escolar. Tendo como relevância suas variações através do tempo da época e localidade, que o denominaram com variedades de nomes. Sabemos que jamais houve ou haverá um termo exato que defina corretamente e seja válido e definitivo em todos os tempos e espaços e épocas que esteja presente os problemas na aprendizagem.

A última revisão da definição nomeia o diagnóstico no problema de aprendizagem como sendo uma deficiência mental, bastante recente, propõe que se abandonem os graus de comprometimento intelectual, pela graduação de medidas de apoio necessárias às pessoas com déficit cognitivo e destaca o processo interativo entre as limitações funcionais próprias dos indivíduos e as possibilidades adaptativas que lhes são disponíveis em seus ambientes de vida. Essa nova concepção implica transformações importantes no plano de serviços e chama a atenção para as habilidades adaptativas, considerando-as como um ajustamento entre as capacidades dos indivíduos e as estruturas e expectativas do meio em que vivem, aprendem, trabalham e se aprazem. A identificação dos perfis de apoio começa a levar em conta não apenas os tipos e a intensidade de tais apoios, mas os meios pelos quais a pessoa pode aumentar sua independência, produtividade e integração no contexto comunitário e entre seus pares da mesma idade. (SASSAKI, 2003, p. 12-16)
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Conforme, Mantoan e Batista, (2007). Outras definições também foram agregadas para esclarecer e denominar a problemas na aprendizagem, essas definições consideram pessoas com deficiência intelectual aquelas que possuem funcionamento intelectual significativamente inferior à média pré-estabelecida por estudos clínicos. Sendo atribuídas ao indivíduo manifestações limitadas, antes dos 18 anos e associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: comunicação, cuidado pessoal, habilidades sociais, utilização da comunidade, saúde e segurança, habilidades acadêmicas, lazer e trabalho.

O deficiente intelectual é diagnosticado como fator gerador de problema no aprendizado. Onde os envolvidos necessitam aprender a ser e a viver como realmente é: uma pessoa com direitos e deveres, que necessita ser educado de forma significativa a fim de ser capaz de valorizar a visão positiva de si mesmo e estimular seu desejo e confiança para conquistar competência intra e interpessoal. O problema na aprendizagem não se esgota na sua condição orgânica e/ou intelectual e nem pode ser definida por um único saber. Ela é uma interrogação e objeto de investigação de inúmeras áreas do conhecimento. (MANTOAN; BATISTA, 2007)

Conforme, Brown, (1979). Ainda podemos pensar que habilidades intelectuais alternativas que valorizam situações sociais ou mesmo no contexto da integração escolar de pessoas com déficit intelectual, às práticas pedagógicas são raramente abordadas conforme o que é próprio à idade cronológica normal. Quando se valoriza situações sociais isso significa que há um desenvolvimento de habilidades pessoais e a um aperfeiçoamento da imagem social, não sendo comum à educação das pessoas com deficiência intelectual adaptar-se ao objeto de aprendizagem, pois suas características de funcionamento mental são próprias de cada um.

É depositado nesses indivíduos expectativas que correspondam, ou seja, iguais as das pessoas normais, sendo a escola um lugar comum desse pensamento, isto é de um meio cognitivo que não está voltado para eles e também muitas vezes, nem mesmo para seus colegas, sem problemas de aprendizagem. Quando essa situação persiste traz fracasso escolar e consequentemente atinge a imagem social e a autoestima dos educandos, mas principalmente para aqueles que apresentam déficit intelectual. Para que isso não aconteça é necessário que os estudos pedagógicos empenhem-se no sentido de proporcionar a autonomia das pessoas com problemas na aprendizagem, onde se supõem que sejam usadas habilidades intelectuais alternativas, ou seja, atitudes que são compatíveis com a capacidade intelectual de cada indivíduo, em cada momento e de diante um determinado conteúdo. (BROWN, 1979).

Contextualizando os fatos na visão de Feuerstein, (1980) que se refere em que se tratando de selecionar habilidades intelectuais entre elas a que são comuns às que as pessoas que buscam empregar e ajustar os indivíduos com déficit intelectual aos desafios da vida acadêmica, social, do trabalho e do lazer. Mas, o que realmente importa é valorizar todo e qualquer nível de aprendizagem e desempenho cognitivo considerando que tal processo pelo qual a habilidade é exercida é para atingir um determinado fim. Por isso se busca incansavelmente a revisão dos processos de produção de incapacidades intelectuais nas escolas priorizando, a localização dos obstáculos que criam situações de inadaptação na vida acadêmica dos alunos em geral. Buscam-se hoje novas técnicas de ensino que propiciam uma dinâmica mais adaptada aos ambientes escolares e às características específicas para o funcionamento mental das pessoas com problemas no aprendizado isso proporcionaria a esses alunos que ultrapassassem os obstáculos do meio cognitivo. (FEUERSTEIN, 1980).

Ainda na visão de Mantoan (1999). Devemos considerar que o uso de habilidades intelectuais alternativas que são oriundas do desenvolvimento e da eficiência cognitiva, onde há técnicas utilizadas para estimular essa eficiência têm por base à teoria da modificabilidade estrutural de Feuerstein (1979), que utilizou essa expressão para denominar a modificação permanente que se apresenta no indivíduo, quando este participa de experiências de aprendizagem com um mediador.

Podemos traduzir como um modo diferente de apreender e dar um significado diferente a realidade, estruturando-a interagindo com ela, isso é de relevância especial para que as pessoas com problema na aprendizagem possam desempenhar e cumprir papéis sociais, integrando-se, na medida de suas possibilidades, e com o meio em que vivem. Podemos pensar dessa forma quanto à formação de professores para a educação de pessoas com problemas na aprendizagem. Podendo haver uma especialização do professor para atender às necessidades de todos os alunos e não apenas de alguns deles, os especiais, deveria ser a meta da capacitação profissional em todos os níveis de formação (MANTOAN, 2007).

Willian afirma que não basta reconhecer que existem pessoas com problemas de aprendizagem e que elas têm direitos de ter acesso à escola. É necessário que sejam aceitas e que a escola se modifique que busque caminhos para responder às necessidades educativas de todos os alunos. Questiona-se, porém, como elas vêm sendo aceitas na comunidade escolar. Foi buscando conhecer como é percebidas e aceitas no contexto escolar, que se desenvolveu uma investigação em relação à forma como os professores procedem com os alunos inclusos, eles enfocaram em suas respostas os vários tipos de alunos que apresentam deficiências e dificuldades de aprendizagem (STAINBACK, 1999, p. 184).

Conforme, Stainback (1999), dados do documento preliminar sobre as Diretrizes Curriculares da Educação Especial para a Construção de Currículos Inclusivos, considera-se a existência de pelo menos, três tendências sobre o modo de pensar e praticar o processo de inclusão, nos sistemas educacionais, que diferem em natureza, princípios e formas de concretização: a inclusão condicional; a inclusão total ou radical; a inclusão responsável. Podemos mencionar que na inclusão responsável, o desafio enfrentado é muito maior que qualquer outro, como uma nova forma de repensar e reestruturar e reavaliar as políticas e estratégias educativas, de maneira a criar oportunidades de fato, mas, sobretudo, garantir condições indispensáveis para que possam manter-se na escola e aprender. (STAINBACK, 1999).

A IMPORTÂNCIA DO PSICOPEDAGOGO DIANTE DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

Conforme, Gil (1996), o papel do Psicopedagogo é fazer perceber o quanto é necessário uma reflexão acerca do diagnóstico do problema de aprendizagem, entender como se caracterizou ao longo da história, explicitando os seus determinantes, a fim de promover uma reflexão no espaço educacional. Partindo do princípio de que se consigam possibilidades no espaço escolar, quanto à busca da construção e soluções para o sucesso escolar. Essa mudança requer um determinado conhecimento das situações, da realidade em que esta inserida o aluno. Portanto, serão abordadas as teorias e opiniões de estudiosos e Psicólogos que estão envolvidos no meio educacional que constantemente são questionados a respeito de como diagnosticar o problema de aprendizado no ambiente escolar.

Porque ele esta se tornando uma realidade que se perpetua, principalmente nas escolas públicas, e quais explicações e determinantes que o justificam. Rever as relações ensino-aprendizagem, professor-aluno, teoria-prática; construídas dia-a-dia, dentro e fora da escola que o Psicopedagogo se situa neste contexto contribuindo para a criatividade, a criticidade, bem como, o estudo intenso dos demais educadores para que se tornem elementos essenciais, à medida que, se deseja a construção da cidadania em todos os espaços educativos. Assim, a educação encontra conflitos e diversidades, diante dos quais, a prática pedagógica será revelada pelas possibilidades de superação dos obstáculos, na expansão de sua atuação, sempre em função de uma intencionalidade.

Neste contexto o papel da Pedagogia e do Psicopedagogo traz consigo o caráter da intencionalidade daquilo que se deseja em quaisquer espaços educativos. Porém esta intencionalidade não pode ser definida, determinada e identificada pelo espaço onde atue esses profissionais. A intencionalidade educativa requer uma opção teórico-metodológica que a ancore, que a fundamente, que a esclareça sem mascarar objetivos, fins e meios. Portanto, negar a importância do trabalho do Psicopedagogo é desprezar o processo educativo que acontece fora do ambiente formal. De outro modo, interpretá-lo e intervir nele é função psicopedagógico que requer intensa dedicação.

Observa-se que conforme a época os termos e os significados se compatibilizam com os valores da época em cada sociedade, independente se essa evolui ou não em seu relacionamento entre pessoas que possuem qualquer tipo de problema na aprendizagem. Muitos termos são utilizados para se fazer referências aos que fogem da normalidade. “A questão da nomeação, ou seja, dos termos e expressões para denominar uma pessoa em desvantagem intelectual [...]”, reporta aos mecanismos de limitação de sua integração social e a qualidade de vida dessas pessoas (GIL, 1996, p. 45).

Scoz (2002) enfatiza que há vários fatos e fatores que determinam a necessidade de novas aquisições diante dessa realidade que se perfaz ao longo do ensino-aprendizagem que a Psicopedagogia é reconhecida e entendida como um método que contribui, junto com a psicanálise, pedagogia e a psicologia, para a solução de problemas que surgem no contexto educativo, sendo o mesmo oriundo do ambiente familiar, escolar, do meio social, econômico, cultural. A psicopedagogia é reconhecida a partir de dois saberes e práticas: da Psicologia e Pedagogia.

Conforme a psicopedagogia diante de estudos apresentados a mesma corrobora com a definição de dificuldade na aprendizagem escolar como sendo uma dificuldade de aprendizagem, quando passa a não conseguir ler, escrever, calcular ou desempenhar outras atividades escolares, com sucesso, independentemente, deste, ter ou não potencial normal ou superior para aprender. Para tanto o profissional de Psicopedagogia se valem de vários fatores para identificar essas dificuldades, como, por exemplo, o tipo de metodologia utilizada na sala de aula; currículo escolar que é apresentado aos alunos; a falta de experiência de alguns professores; conteúdos e exercícios não apropriados; questões orgânicas; cognitivas; afetivas, emocionais; econômico; social; culturais podem influenciar no processo da aquisição de aprendizagens bem como também causar transtornos, primeiramente na criança, na família e depois para a escola.
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Portanto, o papel do Psicopedagogo é contribui para aquisição de conhecimentos que são elaborados no processo de ensinar e aprender, proporcionando ao aluno uma maneira própria e prazerosa de aprender, com autonomia. Esse profissional trata o processo de aprendizagem e dificuldades do aluno, considerando as realidades interna e externas à escola e procurando compreender as questões cognitiva, orgânica, social, familiar, emocional e também o trabalho pedagógico como elementos relevantes de sucesso ou fracasso para aquisição de aprendizagens.

Conforme, “[...] o objetivo principal da psicopedagogia é resgatar uma visão mais globalizante e, consequentemente, dos problemas decorrentes desse processo” (SCOZ, 2002, p. 35). Além de identificar as causas, verifica a origem das diversas manifestações. Portanto, pode-se afirmar que o papel do Psicopedagogo escolar configura especificamente como área psicológica e a psicopedagogia age de forma interdisciplinar, abrangendo a psicologia e a pedagogia.

[...] A psicopedagogia além de dominar a patologia e a etiologia dos problemas de aprendizagem, aprofundou conhecimentos que lhe possibilitam uma contribuição efetiva não só relacionada aos problemas de aprendizagem, mas, também, na melhoria da qualidade do ensino oferecido nas escolas. [...]. Dessa forma contribui para a percepção global do fato educativo e para a compreensão satisfatória dos objetivos da educação e da finalidade da escola, possibilitando, assim, uma ação transformadora. (SCOZ, 2002, p. 34)

Então, podemos dizer baseado na citação acima que a psicopedagogia contribui com o trabalho de minimizar alguns problemas de aprendizagem, tanto dos alunos que tem Dificuldades de Aprendizagem (DA), bem como daqueles que, na visão da escola, são considerados normais para aprender, isto é, bastam dominar a leitura, a escrita e situações matemáticas. Visando que quando as ações pedagógicas não são organizadas, podem resultar em desarmonia causando no aluno situações e problemas que requererão encaminhamentos de intervenção específica com profissionais da área. (SCOZ, 2002).

Para Carvalho (2004). Não importa o grau de deficiência o importante é incentivar e estimular o máximo a autonomia, mas para isso conforme o estudo aqui apresentado quando se trata de inclusão esses indivíduos são colocados em situações problemáticas para aprender, isso pode piorar o desiquilíbrio cognitivo e emocional, gerando conflitos, esses sujeitos terão dificuldade para tomar uma decisão ou simplesmente não conseguirão fazê-la. Essa tomada de decisão jamais será consciente, pois suas limitações para o mundo é mais complexa e pode gerar outros problemas que de fato afetarão sua capacidade intelectual que embora, limitada é própria de cada um. (CARVALHO, 2004).

Deve-se principalmente observar e dar atenção a todas as referências quando se trata de definir ou nomear as limitações do aluno com déficit intelectual, seja elas de ordem conceitual, prática ou social, e que interferem de modo substancial na aprendizagem nos afazeres pedagógicos e de determinadas habilidades da vida diária, já no contexto familiar, escolar e social, e quanto mais cedo for detectado o os sinais de deficiência intelectual, maiores serão as possibilidades de o indivíduo receber auxílio e apoio necessários para a sua emancipação social.

Pois para promover uma aprendizagem e desenvolvimento do aluno com deficiência intelectual, requer um trabalho dinâmico e sistematizado com diferentes estratégias e adequações de materiais, conforme os limites apresentados por cada indivíduo. Cabe ao, portanto ao Psicopedagogo observar os, porém agravantes quando se fala em diagnóstico na aprendizagem dos indivíduos, citado aqui como a inserção de indivíduos com déficit intelectual no mundo de aquisição de conhecimento, contribuindo para que o dito ‘’impossível’’ seja conquistado, quando não são permitido desenvolver os instrumentos necessários e cabíveis para que esses indivíduos se adaptem às condições ambientais, visando que essas condições ambientais podem mudar constantemente. O Psicopedagogo busca proporcionar uma boa adaptação das aquisições intelectuais dos mesmos em diversas situações que apresentam características parecidas.

Através de estudos e pesquisas sobre a Dificuldade de Aprendizagem constatou-se que há uma proporção genética das organizações cognitivas desses indivíduos. Esses diagnósticos têm trazido algumas contribuições importantes para as informações do funcionamento mental de aprendizes, perante situações de resolução de obstáculos facilitando o desempenho do Psicopedagogo.

4 REFERÊNCIAS

BROWN, L.. "Uma estratégia de desenvolvimento idade cronológica, adequada e funcional curricular para adolescentes e adolescentes severamente deficientes e jovens adultos". O Jornal da Educação Especial. 1979

CARVALHO, Rosita Edler. Removendo Barreiras para a Aprendizagem. Porto Alegre: Mediação, 2004.

COLLARES, C.A. L. Inteligências abstraídas, crianças silenciadas: as avaliações de inteligência. Psicologia USP, São Paulo, 1997.

ESTEVE, M.J. A Terceira Revolução Educacional: A Educação na Sociedade do Conhecimento. Moderna São Paulo, 2004.

FEUERSTEIN, R. Enriquecimento Instrumental: Um programa de intervenção para Modificabilidade cognitiva. Baltimore: Park Press, 1980.

GIL, A. M. V. P. A “nomeação” quando o limite de inteligência está em questão. Revista Interações, v. 1, n. 2, jul./dez., 1996.

MANTOAN, Maria Tereza Eglér; BATISTA, Cristina Abranches Mota. Atendimento Educacional Especializado em Deficiência Mental. Deficiência Mental. São Paulo: MEC/SEESP, 2007.

ROTTA, N.; RIESGO, S.R.; OHLWEILER, L. Transtornos de Aprendizagem: Abordagem Neurobiológica e Multidisciplinar. ARTMED Porto Alegre, 2006.

SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: Construindo uma sociedade para todos. 5. ed. Rio de Janeiro: WVA, 2003.

_____. Como chamar as pessoas que têm deficiência. In: SASSAKI, R.K. Vida independente; História, movimento, liderança, conceito, filosofia e fundamentos. São Paulo: RNR, 2003.

SASSAKI, Romeu Kazumi. Como chamar as pessoas que têm deficiência: Vida independente; História, movimento, liderança, conceito, filosofia e fundamentos. São Paulo: RNR, 2003.

SCOZ, Beatriz. Psicopedagogia e realidade escolar: o problema escolar e de aprendizagem. 10 ed. Petrópolis: Vozes, 1994.

STAINBACK, Susan Stainback, William. Inclusão: um guia para educadores. Porto Alegre: Artmed, 1999.

STACKHOUSE, J. e Snowling, M. Dislexia, Fala e Linguagem. Porto Alegre, Artmed, 2004

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