Está aqui

TEORIAS DE JEAN PIAGET

1 entrada / 0 new
zenir Izaguirre
Retrato de zenir Izaguirre
Offline
Last seen: 11 meses 3 s atrás
Membro desde: 11/27/2016 - 21:40
TEORIAS DE JEAN PIAGET

INTRODUÇÃO

No decorrer deste estudo teremos a oportunidade de estabelecer uma ideia mais elaborada sobre Jean Piaget e suas Teorias em relação ao desenvolvimento humano e sua contribuição para a humanidade a respeito do desenvolvimento da inteligência humana.
Suas Teorias são preservadas e implantadas ao longo do tempo, principalmente aquelas que tratam do desenvolvimento cognitivo do ser humano desde sua infância até a fase adulta. Observaremos, no entanto, no próximo tópico que o interesse de Jean Piaget começou muito cedo através de observações primeiramente com animais (uma ave), gerando daí seu primeiro trabalho científico.
Desse ponto em diante Piaget lançou-se para novos voos de seu conhecimento em relação ao comportamento humano. Sua contribuição foi e ainda é fundamental para profissionais voltados a educação, devido sua atenção ao estudo do comportamento humano. Dando-se a essa Ciência o nome de Epistemologia.
BREVE HISTÓRICO DOS ESTUDOS DE PIAGET

Jean Piaget desde muito cedo demostrou interesse pela Ciência, observando primeiramente os animais (uma ave), daí para frente aprimorou-se seus estudos no desenvolvimento da inteligência humana, hoje denominada Epistemologia Genética, que se apresenta com uma definição bastante entendida. Essa definição baseia-se no estudo do mecanismo do aumento dos conhecimentos do desenvolvimento cognitivo humano.
Convém afirmar que suas teorias tem aprovação em bases científicas, ou seja, Piaget não somente descreveu o processo de desenvolvimento da inteligência, mas, experimentalmente, comprovou suas teses. Mas abordar com facilidade as teorias piagetianas não é uma tarefa fácil, pois suas teorias contem muitas páginas, se igualando a Enciclopédia Britânica. (CHIABAI, 1990)

RESUMINDO AS TEORIAS

Como foi citando anteriormente resumir as teorias de Piaget não é uma tarefa fácil, pois abrange muitas áreas do desenvolvimento humano. Suas teorias são consideradas de uma fundamentação sem igual, pois o mesmo dedicou-se ao estudo do desenvolvimento da inteligência humana compulsivamente trabalhou até as vésperas de sua morte (1980), morrendo aos oitenta e quatro anos de idade, deixou um legado para a humanidade aproximadamente setenta livros e mais de quatrocentos artigos.
Conforme, o que foi descrito anteriormente sobre a imensa quantidade de paginas escritas por Piaget em suas Teorias, passaremos algumas ideias principais de suas teorias em relação ao desenvolvimento humano. Jean Piaget tinha como concepção que o mecanismo de adaptação do organismo a uma nova situação, implica na construção contínua de novas estruturas.
Referindo-se ao mundo exterior, como toda adaptação biológica. Desta maneira, os indivíduos se desenvolvem intelectualmente através de exercícios e estímulos apresentados pelo meio que vivem. Complementando também que a inteligência humana pode ser exercitada, buscando um aprimoramento de potencialidades, ou seja, que pode evoluir desde o nível mais primitivo da existência, definida por trocas bioquímicas até o nível das trocas simbólicas (CHIABAI, 1990).

Piaget tinha como convicção que todos os seres vivos não têm seu comportamento inato, e nem resultado de condicionamentos impostos a eles, mas sim o comportamento humano é construído numa interação entre o meio e o indivíduo. Esta teoria denominada epistemológica (epistemo = conhecimento; e logia = estudo) é conceituada em suas caraterísticas como interacionista, ou seja, a inteligência do individuo esta relacionada com sua adaptação como o meio, e a novas situações. Considerada complexa a interação do individuo com o meio, resumindo, quanto mais complexa for esta interação, mais “inteligente” será o indivíduo.
Piaget com suas teorias abriu um campo fértil para o estudo não somente para a Psicologia do desenvolvimento, mas contribuiu também para a sociologia e para a antropologia, além de permitir que os pedagogos construam uma metodologia de ensino baseada em suas descobertas na visão piagetiana não existe estrutura sem gênese, nem gênese sem estrutura, ou seja, a estrutura de maturação do homem sofre uma transformação genética e a gênese depende de uma estrutura de maturação.
A teoria de Jean Piaget nos mostra que o individuo só assimila determinado conhecimento se estiver preparado para isso. Ou seja, se puder agir sobre o objeto de conhecimento para inclui-lo nos seus sistemas de relações. Isso prova que não existe um novo conhecimento sem que o organismo tenha já um conhecimento prévio para poder assimilá-lo e transformá-lo. Isso supõe que há duas extremidades da atividade inteligente. ‘’Assimilação e acomodação. É assimilação na medida em que incorpora a seus quadros todo o dado da experiência ou estruturação por incorporação da realidade exterior a formas devidas à atividade do sujeito’’ (PIAGET, 1982).

É acomodação na medida em que a estrutura se modifica em função do meio, de suas variações. A adaptação intelectual constitui-se então em um equilíbrio progressivo entre um mecanismo assimilador e uma acomodação complementar. Piaget situa o problema epistemológico, o do conhecimento, ao nível de uma interação entre o sujeito e o objeto. E essa dialética resolve todos os conflitos nascidos das teorias, associacionistas, empiristas, genéticas sem estrutura, estruturalistas sem gênese, etc... e permite seguir fases sucessivas da construção progressiva do conhecimento (CHIABAI, 1994, p. 52).

Conforme a teoria piagetiana o desenvolvimento do indivíduo inicia-se na fase intrauterino e vai até aos quinze ou dezesseis anos. Nas abordagens de Piaget, o mesmo afirma que a embriologia do ser humano evolui também após o nascimento, formando estruturas cada vez mais complexas. A formação da inteligência dá-se, portanto em etapas e com fases diferentes e sucessivas, com complexidades cada vez mais crescentes, ligando umas às outras. A essa etapa Piaget chamou de “construtivismo sequencial”.
Na sequencia observaremos os períodos em que se dá o desenvolvimento motor, verbal e mental, do ser humano conforme as teorias piagetianas.
Período - Sensório-Motor: vai do nascimento aos dois anos, aproximadamente. A inteligência trabalha através das percepções (simbólico) e das ações (motor) através da movimentação do próprio corpo. É uma inteligência iminente e prática. A linguagem dessa fase vai da repetição de sílabas à palavra-frase, já que não representa mentalmente o objeto e as ações, seu comportamento social, neste período, é de isolamento, isto é, o mundo é ele.
Período Simbólico: vai dos dois anos aos quatro anos, aproximadamente.
Nesta fase surge a função que permite o surgimento da linguagem, do desenho, da imitação, da dramatização. O individuo pode criar imagens mentais na ausência do objeto ou da ação é a fase da fantasia, do faz de conta, do jogo simbólico. Tem a capacidade de formar imagens mentais pode transformar o objeto numa satisfação de seu prazer (citando como exemplo: transformando uma caixa de fósforos em carrinho).
É nesse o período em que o indivíduo “dá alma” aos objetos. A linguagem está a nível de monólogo coletivo, isto é, todos falam ao mesmo tempo sem que respondam as argumentações dos outros. As frases ditas por alguns não têm relação com a frase que o outro está dizendo. Sua vida social é vivida de forma isolada, mas dentro do coletivo. Não há líderes e os pares são constantemente trocados.
Período - Intuitivo: vai dos quatro anos aos sete anos, aproximadamente, nesta fase já existe um desejo de explicação dos fenômenos. É dita a “idade dos porquês”, eles perguntam o tempo todo, consegue distinguir a fantasia do real, podendo dramatizar a fantasiar sem que acredite nela. Seu pensamento continua sendo o alvo do seu próprio ponto de vista. São capazes de organizar coleções e conjuntos sem incluir conjuntos menores em conjuntos maiores. Sua linguagem não mantém uma conversação longa, mas já é capaz de adaptar sua resposta às palavras do companheiro. Esse período pode ser chamado ou apresentado como Período Pré – Operatório.
Período Operatório Concreto: vai dos sete anos aos onze anos, é a fase em que o indivíduo afirma-se nas suas conservações sobre número, substância, volume e peso. São capazes de ordenar elementos por seu tamanho (grandeza), incluindo conjuntos, de forma lógica. Sua organização na sociedade é de bando, podendo participar de grupos maiores, liderando e admitindo uma liderança. Podem compreender regras, e estabelecer compromissos, mas não tem certeza dos seus pontos de vista para que cheguem a uma conclusão comum.
Período - Operatório – Abstrato: vai dos onze anos em diante.
É o auge do desenvolvimento da inteligência e corresponde ao nível de pensamento dedutivo ou lógico-matemático. É nessa fase que indivíduo está pronto para calcular uma probabilidade, libertando-se do concreto em proveito de interesses orientados para o futuro. A partir desta estrutura de pensamento sua a linguagem se dá a nível de discussão para se chegar a uma conclusão. (PIAGET, 1982)

Aceitar o ponto de vista de Piaget, portanto, provocará turbulenta revolução no processo escolar (o professor transforma-se numa espécie de ‘técnico do time de futebol’, perdendo seu ar de ator no palco). (...) Quem quiser segui-lo tem de modificar, fundamentalmente, comportamentos consagrados, milenarmente (aliás, é assim que age a ciência e a pedagogia começa a tornar-se uma arte apoiada, estritamente, nas ciências biológicas, psicológicas e sociológicas). Onde houver um professor ‘ensinando’... aí não está havendo uma escola piagetiana! (LIMA, 1980, p. 131).

Observa-se a importância de se definir os períodos de desenvolvimento da inteligência que reside no fato de que o indivíduo adquire novos conhecimentos ou estratégias de sobrevivência, de compreensão e interpretação da realidade. É necessário que haja compreensão deste processo, é fundamental para que os professores possam também compreender com quem estão trabalhando.
.
CONSIDERAÇOES FINAIS

No desenvolvimento deste estudo podemos observar a importância deste estudioso e Biólogo que fundamentou suas teorias e práticas no comportamento intelectual humano. A obra desse estudioso pode não oferece aos educadores uma didática específica sobre como desenvolver a inteligência do aluno ou da criança. Mas, Piaget consegue mostrar que cada fase de desenvolvimento apresenta características e possibilidades de crescimento da maturação ou de aquisições.
Através deste conhecimento, destas possibilidades faz com que os professores possam oferecer estímulos adequados a um maior desenvolvimento do aluno. Atualmente estudos mostram que existem outras escolas, espalhadas pelo Brasil, que também procuram criar metodologias específicas embasadas nas teorias de Piaget, as iniciativas passam tanto pelo campo do ensino particular como pelo público.

REFERÊNCIAS

CHIABAI, Isa Maria. Processo de cognição de crianças da pré-escola: uma interpretação fundamentada na teoria do conhecimento de Jean Piaget. São Paulo: Instituto de Psicologia, USP, 1990.

LIMA, Lauro de Oliveira. Piaget para principiantes. 2. ed. São Paulo: Summus, 1980.

PIAGET, Jean. O nascimento da inteligência na criança. 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.

Votação

Em que altura do dia costuma escrever mais?

Iniciar sessão

Newsletter

Mantenha-se informado sobre as nossas novidades.